30 de nov. de 2016

Rússia diz está pronta para um ataque de retalhação caso a Ucrânia lance misseis perto da Crimeia

30 de novembro de 2016 - 20:35:23


Rússia disse que irá abater mísseis da Ucrânia e lançar um ataque de retaliação contra os lançadores de mísseis da Ucrânia, se Kiev realiza exercícios de tiro de mísseis na região da Crimeia informou a agencia de noticias ZN.ua citando fontes próprias do Ministério da Defesa.

O relatório da ZN diz que o Ministério da Defesa da Rússia enviou uma nota de protesto militar na embaixada da Ucrânia na Rússia.

O documento supostamente incluído um aviso de que se os militares ucranianos realizarem os exercícios de mísseis aproximo a Crimeia, os militares russos vão atirar mísseis e derrubar os lançadores.

Fonte: South Front


Marcadores: , , , ,

Rússia implanta sistema anti-aéreo na Crimeia contrário a testes da Ucrânia

30 de novembro de 2016 - 20:14:56


Rússia poderia estar tramando uma grande provocação a Ucrânia afirmam alguns ativistas de inteligência.

Na tarde de 29 de novembro, uma circulação de comboios militares russos foi gravado na cidade Kerch na Criméia.

Ativistas da comunidade na fonte de inteligência informNapalm Identificou sistemas S-300VM "Antey-2500" anti-aeronaves, entre outros equipamentos militares que foram vistos em comboios militares se deslocando em toda a península da Criméia.


Segundo os ativistas, a implantação do complexo anti-aviões pode estar associada a uma tentativa de interromper os testes de mísseis da Ucrânia sobre o Mar Negro, agendada para os dias 1 e 2 de dezembro.


A informNapalm advertiu que a aparência de S-300VM na Crimeia, diretamente focado à nos testes de mísseis programadas pelo lado ucraniano, sugerem que a Rússia está considerando dois cenários possíveis: 

Abater os mísseis ucranianos

Encenar uma provocação envolvendo derrubada de um avião de passageiros e culpando testes de mísseis da Ucrânia.

O S-300VM "Antey-2500" Batizado pela OTAN de SA-23 Gladiator Giant, é um sistema russo de mísseis anti-balístico, projetado para derrubar misseis de curto alcance e mísseis balísticos de médio alcance, além de ser um sistema anti-aéreo. 

Os ativistas relatam que o sistema também foi projetado para alvejar aviões com tecnologia "stealth".

As tensões entre Ucrânia e Russia aumentou, depois que Kiev anunciou testes de misseis próximo a fronteira com a Crimeia.

Fonte: Ucrânia Todey

Marcadores: , , ,

Rússia envia 55 mil soldados para fronteira com a Ucrânia e tensão eleva.

30 de novembro de 2016 - 19:32:26


Vladimir Putin enviou 55.000 tropas para a fronteira com a Ucrânia em mais uma demonstração de força, levantando a preocupação de uma invasão por parte da Rússia.

Rússia posicionou 55.000 mil soldados em sua fronteira com a Ucrânia no mais recente sinal de agressão por parte de Putin, gerando receios crescente de que Moscou esteja se preparando para uma grande guerra.


O envio de tropas soma-se aos 7.500 soldados russos já estacionados na Ucrânia.

O Vice-ministro da Defesa da Ucrânia Ihor Dolhov fez o anúncio em Kiev, onde os funcionários disseram está convencidos de que a Rússia está tentando derrubar o governo.

Dolhov disse ao site de noticia Ucraniana Liga.net numa conferência de imprensa que a Rússia está acumulando tropas na fronteira alem do que já estão estacionados na Ucrânia.

"Atualmente, a Rússia acumulou cerca de 55.000 militares perto da fronteira ucraniana. A presença do exército regular da Rússia sobre o território da Ucrânia varia de 5.000 a 7.500 soldados, mas na Criméia, este número é de 23.000 soldados, dos quais 9.000 estão na fronteira administrativa.

Há também relatos de outro acúmulo de soldados na Bielorrússia, perto da fronteira com a Ucrânia, de acordo com Unian.

O Ministério da Defesa russo anunciou anteriormente, planos para enviar 80 vezes mais soldados e equipamentos militares para a Bielorrússia em 2017.

Rússia ocupou a Crimeia em 2014, mesmo ano em que lançou uma série de ataques condenado na Ucrânia.

Há alguns combates em curso na região de Donbass onde separatistas pro-russos apoiados pelo Kremin, permanecem em desacordo com o exército ucraniano na República Popular de Donetsk.

O temor é que que a Rússia invada a Ucrânia para tomar posse das terras que ligam o continente a Crimeia, onde a Ucrânia acredita que Putin criaria uma administração para ajudar Moscou contra o Ocidente.

Fonte: Daily Mail

Marcadores: , , ,

Lideres da França e dos EUA irão reduzir pressão da OTAN contra à Rússia?

30 de novembro de 2016 - 16:24:25 

O presidente eleito Donald Trump (L), Francois Fillon, o ex-primeiro-ministro francês (R) © Reuters

Traduzido por Conflitos e Guerras

O presidente eleito Donald Trump tem como proposta de mandato a redução das tensões com a Rússia, enquanto François Fillon que é apontado por alguns como o próximo presidente da França, também pediu melhores relações com a Rússia, conforme uma entrevista dada pelo deputado conservador do Reino Unido, Daniel Kawczynski a RT.

O secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon despertou controvérsia ao dizer que espera do governo de Donald Trump um tratamento duro contra a Rússia, um comentário que aponta para um possível confronto entre Washington e Londres sobre a política externa.
"Na prática, cada governo americano sempre teve seu próprio tratamento com a Rússia. Nós não estamos sugerindo que ele não dava se relacionar com a Rússia, mas o que você não pode fazer é tratar a Rússia coma um parceiro usual, igual aos demais parceiros comerciais ".

Entrevista

RT: Como você acha que o futuro governo dos EUA vai ouvir o conselho dado por Michael Fallon?

Daniel Kawczynski: Bem, havia um monte de eleitores americanos que votaram em Trump, especificamente porque ele estava prometendo se relacionar com a Rússia e pôr as tensões a baixo. Eu sei que muitos democratas que votaram a favor do Trump, foi pelo fato deles estarem preocupados com a abordagem altamente antagônicas que Hillary Clinton estava levando para as relações com a Rússia.

Ele gostaria de cumprir o seu mandato com a vontade do povo americano de ir a milha extra, em negociar com a Rússia e para tentar reduzir os níveis extraordinários de tensão que tem vindo a construir-se entre a Rússia e a OTAN.

A outra coisa a ser lembrado, é que embora Monsieur François Fillon, que acaba de ser selecionado como o candidato para a direita na França e é o provável vencedor da eleição presidencial do próximo ano, se você olhar para sua conta no Twitter ele fala muito tanto como eu e outros, o que é que a Rússia é um país muito importante e é um companheiro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Então, é claro, é um parceiro igual. É um parceiro igual com a gente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, e devemos tratá-los como um parceiro igual.

Espero sinceramente que o meu país, o Reino Unido, vai trabalhar em colaboração com a França de Fillon e com a América de Trump para ir a um senso comum, assim como a OTAN, em tentar se envolver com a Rússia e diminuir essas tensões. Adapta-se onde nem nós e nem os russos elevem os níveis de tensão.


RT: Como possível será para a OTAN não ser isolada com esses pontos de vista, considerando que contrasta com o que temos ouvido de Jean-Claude Juncker, Donald Trump, Francois Fillon e PM italiano Matteo Renzi?

Daniel Kawczynski: Bem, é claro, a OTAN tradicionalmente agiu e continuará a agir em uníssono.

Quanto mais os líderes são eleitos nos países da OTAN como Monsieur Fillon, Renzi, e outros, que querem se reduzir as tensões, o mais provável é que está irá acontecer.

Mas eu acabei de vir de uma reunião em Downing Street, entre o nosso próprio Primeiro-Ministro e Primeiro-Ministro polaco, onde as discussões estavam ocorrendo sobre as relações bilaterais com Varsóvia e o que deveríamos estar fazendo e a mensagem que eu levo ao meu p:rimeiro-ministro é ue devemos reconhecer, compreender e respeitar que há tensão nos Estados Bálticos e na Polônia.

Estes são países pequenos e vizinhas da Rússia e eles estão até de certo ponto, com medo da Rússia e com medo dos motivos russos. Você não pode simplesmente escovar a sujeita para debaixo do tapete, há um sentimento genuíno de preocupação e medo sobre Rússia.

O que nós devemos fazer é, enquanto ao mesmo tempo, devemos lhe garantir defesa, além de sermos robustos e continuar a gastar dois por cento do PIB em defesa.

Precisamos de ter uma capacidade de defesa forte por um lado e por outro lado, devemos estar agindo como uma ponte entre estes países e sobre a Rússia para tentar reduzir a tensão e aliviar algumas dessas preocupações que é uma responsabilidade enorme.

Eu não acho que fizermos historicamente falando, esforços suficientes aqui no Ocidente para assegurar e trabalhar com alguns desses estados na linha de frente oriental de forma a fazê-los se sentirem um pouco menos preocupados com as ameaças russas.

Fim de entrevista.

Fonte: RT

Marcadores: , , , ,

CIA adverte Trump "Quebrar acordo nuclear com o Irã seria desastroso"

30 de novembro de 2016 - 12:28:48


Traduzido por Conflitos e Guerras

O presidente dos EUA eleitos recebeu uma advertência direta da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos CIA, advertiu Donald Trump nesta quarta-feira (30) das consequências desastrosas que possam implicar o rompimento doo acordo nuclear com o Irã.

O diretor da CIA, John Brennan, fez uma declaração na quarta-feira dirigida ao presidente americano eleito, Donald Trump, afirmando que quebrar o acordo nuclear com o Irã seria desastroso além de ser uma grande estupidez, e sem motivos para o fazer.

"Uma administração quebrar um acordo alcançado por uma administração anterior seria sem precedentes... seria um desastre e o cúmulo da loucura, " disse Brennan durante uma entrevista com a televisão britânica BBC.

Donald Trump ameaçou em várias ocasiões durante sua campanha eleitoral que se ele fosse eleito presidência dos Estados Unidos quebraria o JCPOA (Plano de Ação Conjunta Integral) acordo nuclear feito com o Irã

De acordo com Brennan, se Trump cumprir essa promessa e acabar com o acordo nuclear, causaria grandes problemas, incluindo o aumento da desconfiança dos EUA no cenário geopolítico mundial, além de perder a confiança da comunidade internacional na diplomacia e negociações. Isto iria causar um aumento em conflito em todo o mundo.

Em adição, ele aconselhou Trump não se aproximar da Rússia, porque em sua opinião, os russos não cumprem as suas promessas e pode estar tentando aproveitar a oportunidade para garantir seus próprios interesses fazendo uso da nova situação do Estados Unidos.

Ainda assim, apesar destas declarações, Brennan expressou esperança de que durante o mandato do Donald Trump uma aproximação entre os EUA e a Rússia, permitirá a ambos os países a reduzir suas diferenças.

Donald Trump, vencedor da última eleição presidencial do Estados Unidos, elogiou a figura do presidente russo Vladimir Putin e em várias ocasiões, mostrou condescendentes para melhorar as relações entre Washington e Moscou. 

Em uma entrevista que ele mesmo disse que, se ele fosse presidente dos Estados Unidos iria reconhecer a Crimeia como parte da Federação Russa.

Fonte: Geopolítico ES

Marcadores: , , ,

Rússia manda alerta a Turquia após declarações de Erdogan

30 de novembro de 2016 - 11:38:25


O porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov, mandou um alerta a Turquia depois das declarações recentes do presidente turco, no qual ele afirmou que seu exército entrou Síria para "acabar com o governo Assad."

"A Rússia é o único país cujas a forças armadas estão legitimamente na Síria. "

Disse o Kremlin em relação às recentes declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, onde ele afirmou que seus exércitos entraram no país árabe para derrubar o Governo de Assad.

O porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov destacou que as palavras do presidente turco não correspondem a posição de Moscou para resolver a situação na Síria e observou que o Kremlin espera explicações de Ancara.

"A declaração Erdogan é realmente preocupante" observou Peskov.

"Esta afirmação não é consistente com o exposto e também com a forma como entendemos a situação, enquanto a Rússia é o único estado cujas a forças armadas estão legitimamente em território sírio a partir da aplicação das autoridades legais pertinentes" explicou.

Peskov também observou que nas últimas conversações com o presidente russo, Vladimir Putin, Erdogan não fez comentários sobre os objetivos da operação turca na Síria.

No entanto, o diplomata russo ressaltou que é muito cedo para discutir o possível impacto das palavras de Erdogan nas relações russo-turcas. 

Na sua opinião, esta é somente uma nova declaração e antes de fazer estimativas, deve-se espera as explicações de sua posição. 

“O raciocínio hipotético aqui é inadequado", frisou.

Operação Escudo Eufrates

O as ações militares turcas começaram no dia 24 de agosto quando foi lançada a operação Escudo do Eufrates na Síria, com o objetivo de lutar contra o Estado islâmico . Em seguida, Erdogan disse que Ankara pretende limpar uma área de 5.000 quilómetros quadrados expulsando os terroristas e criar uma zona segura para os refugiados que ali estão.

Na terça-feira, o presidente turco, reconheceu que Ancara começou a operação militar na Síria para acabar com o governo de Bashar Al Assad.

"Por que estamos na Síria? Nós não precisamos do território sírio, que pertence aos seus legítimos proprietários. Nós estamos lá para estabelecer a justiça. Nós entramos para acabar com o governo do tirano de Assad, que aterroriza o seu povo com terror. Não por outra razão", disse Erdogan.

Fonte: RT 

Marcadores: , ,

29 de nov. de 2016

Turquia perdeu o contato com dois soldados turcos na Síria.

29 de novembro de 2016 - 18:50:17


O governo da Turquia informou que perdeu o contato com dois soldados turcos na Síria que participavam da Operação Escudo Eufrates foi perdido, as Forças Armadas turcas anunciaram o desaparecimento hoje (29) 

O militar afirmou que o contato com os soldados se perdeu em torno de 3:30 AM horário local 

Ele também acrescentou que uma operação de busca para encontrar os soldados desaparecidos estão em andamento. 

o primeiro-ministro Binali Yıldırım também foi informado da situação pelo Chefe do Estado-Maior general Hulusi Akar, relatou a emissora privada CNN Türk. 

O comunicado do exército veio depois de relatos de que o Estado islâmico do Iraque e do Levante Militantes (ISIL) capturaram dois soldados turcos perto de al-Bab, na Síria. 

Em 24 de agosto, as Forças Armadas turcas lançaram uma operação na Síria, a operação batizada de Escudo Eufrates que conta com a participação de soldados da FSA.

Fonte: Daily News

Marcadores: , , ,

Guerra entre EUA e Rússia com Drones Submarinos?

29 de novembro de 2016 - 18:24:25


Traduzido por Conflitos e Guerras

Estaríamos prestes a ver mísseis submarinos patrulhando o mar? Os EUA estão desenvolvendo submarinos drones! Seria a Terceira Guerra Mundial travada entre drones submarinos?

A terra não é o único local inseguro contra o ataque de Drones. Você pode querer imaginar o que seria como ter mísseis que ameaçam a vida vagando sob o mar. Porque isso é exatamente o que os EUA planejam fazer no futuro da guerra internacional.

Mísseis autônomos estão sendo preparados para serem implantado no mundo subaquático e estes mísseis aquáticos vão patrulhar as águas todos os dias do ano, não apenas durante a guerra.

A tecnologia de próxima geração permitirá que os misseis fiquem "parados" no meio do oceano. Estes são lugares onde os drones podem ser dirigidos para parar e recarregar.

Estes drones serão não tripulados para reduzir a perda de vidas humanas, por ocasião de um ataque em tempo real. 

Mas por que os EUA estão voltando agora o seu foco militar em armas autônomas subaquática?


É devido aos esforços conjuntos da Rússia e da China quem vem nos últimos anos desenvolvendo armamentos semelhante. Os EUA estão planejando investir cerca de até US $ 3 bilhões de dólares para aperfeiçoar a tecnologia de drones submarinos nos próximos anos. Eles acreditam que o fundo do mar poderia tornar-se o terreno para as próximas guerra intercontinentais.

Mesmo os EUA começando agora a projetar os drones submarinos, eles terão de enfrentar uma série de obstáculos no caminho.

  • · Em primeiro lugar, operar qualquer equipamento subaquático exige perícia em um nível diferente. É muito mais difícil do que lidar com mísseis aéreos.

  • · Em segundo lugar, um número de fatores entra em jogo quando se trata de manter a durabilidade da arma debaixo de água. Água salgada é extremamente corrosivo e derruba até mesmo os materiais mais sustentáveis. 

  • · Terceiro Lugar, há a pressão da água, que pode esmagar uma arma se atingir profundidades mortais, relata Tampa Bay.

No entanto, uma vez que essas dificuldades sejam superadas, um robô submarino teria a capacidade de mapear o fundo do oceano, procurar minas, procurar submarinos e até mesmo lançar ataques.

O 51 Boeing echo Voyager é o mais recente veículo submarino não tripulado que foi revelado nos EUA, relata a Ameriforce. 

"O Pentágono sente que os EUA estão bem posicionados para travar uma guerra submarina além de uma guerra anti-submarina, melhor do que qualquer outro país", informou ao Daily Star, o autor do " The Emerging Era in Undersea Warfare " Bryan Clark.

Marcadores: , ,

Para Assad, vencer a guerra na Síria pode causar novos problemas

29 de novembro de 2016 - 17:50:12


Sírios caminham entre prédios destruídos na região de Aleppo

Com o governo sírio fazendo grandes ganhos territoriais em Aleppo na segunda-feira (28), derrotando combatentes rebeldes e levando milhares de pessoas a fugir para salvar a vida, o presidente Bashar al Assad começa a parecer capaz de sobreviver à rebelião, mesmo na estimativa de alguns de seus mais firmes adversários.

No entanto, a vitória de Assad, caso a alcance, poderá ser digna de Pirro: ele governaria uma economia de terra-arrasada, prejudicada por uma insurgência de baixo nível sem fim à vista, segundo diplomatas e especialistas em Oriente Médio.

Enquanto as forças rebeldes em Aleppo absorviam o golpe mais duro desde que tomaram mais da metade da cidade, quatro anos atrás, moradores relataram ter visto pessoas serem mortas nas ruas enquanto procuravam abrigo freneticamente. O ataque pontuou meses de uma batalha acirrada que destruiu bairros inteiros da cidade, que já foi a maior da Síria e um importante polo industrial.

Se Aleppo cair, o governo sírio controlará as cinco maiores cidades do país e a maior parte de sua região oeste, mais populosa. Isso deixaria os rebeldes que combatem Assad apenas com a província setentrional de Idlib e alguns bolsões isolados de território nas províncias de Aleppo e Homs e em torno da capital, Damasco.

Mas analistas duvidam de que isso poria fim à uma guerra de cinco anos que conduziu 5 milhões de sírios ao exílio e matou pelo menos 250 mil pessoas.

Ryan Crocker, um diplomata veterano no Oriente Médio, inclusive no Líbano, na Síria, no Kuait e no Iraque, onde serviu como embaixador dos EUA, disse acreditar que a luta na Síria continuará durante anos, porque quando o governo Assad tomar as cidades os insurgentes se esconderão no campo.

"A guerra civil no Líbano é uma comparação válida", disse ele. "Ela foi longa, quente e maligna e levou 15 anos para terminar, e isso porque os sírios entraram no Líbano e a detiveram."

Ele acrescentou: "Na Síria, temos apenas cinco anos de luta, e não há uma Síria para vir encerrá-la".

Pouco mais de um ano atrás, tal resultado era virtualmente impensável. A ideia era que mesmo que Assad prevalecesse ele teria cruzado tantas linhas proibidas que seria tóxico demais para permanecer no poder.

Desde o uso das chamadas bombas de fragmentos ao de armas químicas em áreas civis a fazer negócios com o Estado Islâmico de vez em quando ao comprar seu petróleo, 
Assad infringiu tantas normas internacionais que se esperava que ele fosse obrigado a sair sob pressão internacional, abrindo caminho para um novo governo que teria um pouco menos de sangue nas mãos.

Mas reforçado pelo poder aéreo russo, a expertise iraniana e recrutas que incluem milícias afegãs e iraquianas treinadas pelo Irã e combatentes do grupo militante libanês Hizbollah, o governo Assad reverteu a maré, constantemente recuperando o terreno que perdeu no início da guerra.

"A intervenção russa e iraniana mudou completamente a dinâmica para Assad", disse Robert S. Ford, um ex-embaixador americano na Síria e hoje membro sênior do Instituto do Oriente Médio.

"Veja o combate em Aleppo", disse ele. "Há pelo menos tantos combatentes libaneses do Hizbollah e milícias do Iraque e do Irã quanto soldados sírios, por isso a guerra de atrito que havia contra Assad não está mais acontecendo por causa do poder militar iraniano."

Mas o lado mais sombrio é que tipo de país restará no fim. "Então Assad fica lá e os russos e iranianos prevalecem, mas eles governam um cadáver semimorto, e a Síria é apenas uma ferida aberta que se estende até onde a vista alcança", disse Ford.

Assad também ficaria endividado a seus dois patrocinadores, Rússia e Irã, condenado por muitos de seus concidadãos no país de maioria sunita e rejeitado por algumas das principais potências sunitas do Oriente Médio. 

Isso poderia significar que ele enfrentaria esforços do Irã para solidificar seu alcance regional expandindo a influência xiita na Síria e exigindo um papel nas áreas conquistadas como Aleppo, talvez até mobilizando para lá milícias xiitas apoiadas pelo Irã, na opinião de alguns especialistas.

Mas ele está em ascensão hoje, de maneira limitada. Os rebeldes não têm ajuda militar consistente --especialmente com o futuro governo do presidente Donald Trump manifestando dúvidas sobre o atual nível de apoio americano a eles e estão divididos entre um enorme leque de grupos, incluindo aspirantes da Al Qaeda e separatistas curdos. 

Eles testemunharam um declínio não apenas em combatentes, mas em apoio comunitário, sempre um fator crítico para movimentos de guerrilha.

Quando a Rússia entrou no conflito sírio, no ano passado, a equipe de segurança do presidente Barack Obama previu que ela ficaria atolada em um pesadelo. Mas aconteceu quase o oposto: a Rússia hoje parece forte e, juntamente com o Irã, deu ao governo sírio os recursos de que precisava para o avanço militar.

Ao mesmo tempo, Washington está pagando um preço estratégico por sua decisão de não se envolver, disse Emile Hokayem, um membro sênior do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos no escritório em Bahrein.

"Putin parece duro e perigoso, enquanto os EUA parecem incompetentes e incapazes de manter seu compromisso, e essa é uma grande vitória, porque há muitos países na região que estão reavaliando suas relações", disse Hokayem. "Hoje a Rússia é uma potência relativamente mais fraca que os EUA, mas com Trump não há expectativa de que os EUA servirão como garantia de segurança regional, por isso a Rússia é um parceiro muito atraente."

Gradualmente, Assad desgastou seus mais decididos adversários.

Os atores regionais que se opõem a Assad --Turquia, Arábia Saudita e os países do golfo Pérsico-- têm limites a seu apoio aos rebeldes.

Em particular, a Turquia, que antes fazia vista grossa ao trânsito do EI em suas fronteiras, recentemente adotou o combate ao grupo extremista e fez disso sua principal missão, mais que combater Assad. Em grande parte, a motivação da Turquia para colocar suas tropas na Síria foi garantir que os curdos, seu principal inimigo, não controlem mais território na fronteira turca.

Os europeus, antes adversários inclementes de Assad, mantiveram-se de modo geral silenciosos enquanto ele aniquilava Aleppo. Mas essa vitória também tem um preço, segundo analistas.

Principalmente, a Europa continental apenas quer que a guerra pare para conter o fluxo de refugiados que tentam cruzar suas fronteiras.

Na Alemanha, o país economicamente mais forte da região e aquele que aceitou de longe o maior número de refugiados, "Angela Merkel está apenas esperando", disse Crocker, que esteve recentemente em Berlim, referindo-se à chanceler alemã.

Mas a vitória de Assad poderia colocar a Europa diante de uma escolha de Hobson: ajudar a pagar pela reconstrução da Síria ou enfrentar a continuação do fluxo de refugiados. Sem ajuda econômica, haverá pouco para manter a população na Síria, especialmente se a insurgência continuar, como preveem os analistas.

Além da Europa, é difícil ver onde Assad poderia captar os fundos necessários para reconstruir seu país devastado.

Isso poderá deixar a Síria em um estado prolongado de guerra e pobreza. "Onde está o financiamento para a reconstrução? Não acho que a Rússia e o Irã possam pagar por ela, e não acho que a China o fará", disse Ford. "Eles precisam de centenas de bilhões de dólares."

É improvável que o Congresso americano contribua, ou as instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde os adversários de Assad como os EUA e a Arábia Saudita têm considerável influência.

Também é improvável que os EUA façam um novo esforço na Síria. Obama sempre resistiu ao envolvimento na guerra civil, concentrando-se em derrotar o EI e dando treinamento limitado e apoio aos rebeldes contrários a Assad. Trump deverá continuar concentrado no EI e manifestou pouco interesse por manter o apoio aos rebeldes.

Enquanto isso, o governo Assad parece estar agindo metodicamente para destruir as posições rebeldes que restam em torno de Homs, Damasco e Aleppo.

As palavras desesperadas usadas por ativistas políticos, civis e combatentes entrevistados no WhatsApp, o serviço de mensagens telefônicas, do interior de lugares que estão sendo bombardeados repetidamente, sugerem que a resistência rebelde pode estar perto do limite, especialmente em Aleppo.

Um ativista rebelde na cidade, Hisham, que não quis dar seu nome completo por temer represálias do governo, disse no fim de semana que os grupos rebeldes se reúnem constantemente para discutir opções, a maioria envolvendo acordos com o governo sírio para tentar obter ajuda para os civis no leste de Aleppo, que estão desesperados à espera de alimentos, combustível e água potável.

Os rebeldes têm um dilema: continuar lutando e deixar as pessoas morrerem de fome ou pelos bombardeios, ou concordar em depor as armas, para que o governo sírio, as milícias iranianas e os militares russos permitam a passagem de comboios de ajuda. Mas se o fizerem terão cedido terreno ao governo sírio.

"Não é fácil decidir o que fazer: se recusarmos, significa que a decisão é executar 300 mil pessoas, e se concordarmos em transformar a revolução em ajuda e levantar o sítio...." A voz de Hisham se perdeu.

Fonte: UOL Noticias

Marcadores: ,

Erdoğan: A Turquia entrou na Síria para acabar com o governo de Assad

29 de novembro de 2016 - 17:25:36



Traduzido por Conflitos e Guerras

O exército turco iniciou suas operações na Síria para acabar com a regra do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan nesta terça –feira (29). 

"Na minha estimativa, cerca de 1 milhão de pessoas morreram na Síria. Estas mortes ainda estão em andamento, sem exceção para crianças, mulheres e homens. Onde está a ONU? O que ela está fazendo? E no Iraque? A nossa paciência acabou, não poderíamos esperar o final e tivemos de entrar na Síria em conjunto com o Exército Sírio Livre [FSA]", disse Erdogan na primeira Plataforma Simpósio Inter-Parlamentar Jerusalém, em Istambul.
E complementou dizendo:
"Por que entramos na Síria? Não temos um olho em solo sírio, a questão é fornecer terras aos seus proprietários reais. Isso quer dizer que nós estamos lá para o estabelecimento da justiça. Nós entramos lá para acabar com a regra do tirano al-Assad que aterroriza o estado com terror. Nós não entramos na Síria por qualquer outra razão ", disse o presidente. 

Em 24 de agosto, as Forças Armadas da Turquia lançou uma operação na Síria batizada de operação Escudo de Eufrates, em conjunto dos soldados da FSA, numa ação ostensiva clara na fronteira do sul do país.

Segundo o governo turco, a operação visa destruir o Estado islâmico do Iraque, o Levante (ISIL) e as forças do partido curdo União Democrática (PYD), na qual Ancara considera como um grupo terrorista ligado ao proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). 

Na semana passada, um total de seis soldados turcos, sendo que quatro deles são suspeitas de ataque ao governo sírio e foram mortos em três ataques separados nos dias 24 e 26 de novembro. 

De acordo com fontes militares turco, a força aérea da Turquia, matou 11 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos realizados em quatro abrigos utilizados pelos jihadistas e destruíram dois veículos blindados no norte da Síria no dia 28 de novembro, os militares anunciaram os resultados dos ataques hoje (29).  

Os alvos dos ataques aéreos foram as regiões de Baratah, Dana e Zarzur, como parte da operação Escudo Eufrates. Ele disse que dois veículos dos Estado Islâmico também foram alvo de drones armados na região. 

Erdoğan também disse que a ONU não poderia fornecer a justiça adequada com a sua estrutura atual, sugerindo que todos os continentes e todos os grupos de crenças ao redor do mundo, deveriam estar representados no Conselho de Segurança além dos cinco membros permanentes. 

O presidente tem constantemente expressado suas críticas sobre a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, dizendo que "o mundo é maior do que os cinco", referindo-se ao número de membros permanentes. 

Com as operações da Turquia seguindo na Síria, uma outra ofensiva agora realizada por parte do governo sírio, que contra com a ajuda de seus aliados, seguem ocorrendo nos locais sitiados de Aleppo oriental, forçando os rebeldes a recuar para uma linha de frente mais defensiva depois de perder o controle de um distrito chave. 

16.000 mil pessoas deslocadas em Aleppo, diz a ONU

O chefe e coordenador da secretaria humanitária das Nações Unidas, Stephen O'Brien, disse hoje (29) que até 16.000 mil pessoas foram desalojadas em Aleppo por causa dos intensos ataques na parte oriental que está sobre o controle dos rebeldes da cidade, informou a Reuters.

A área não tem hospitais funcionando, os estoques de alimentos estão quase esgotadas e é provável que milhares de pessoas fujam de suas casas se a luta continuar nos próximos dias, disse O'Brien em um comunicado enviado por email.

De acordo com um medico que vive na região, a situação é desesperador 

"A situação é muito ruim. Há um medo intenso de aniquilação coletiva ", disse o médico que se identificou como Abu al-Abbas. 

"Esta semana eu mudei de localização três vezes. Nos abrigos, tivemos algumas pessoas mortas por não poderem ser retirados por causa dos intensos bombardeios." 

A Rússia, por outro lado, disse que o avanço do exército sírio em Aleppo, tinha alterado radicalmente a situação no local, permitindo que mais de cerca de 80.000 civis tivessem acesso a ajuda humanitária, depois serem usados como escudos humanos por militantes. 

"Durante as últimas 24 horas, graças estratégias muito bem preparadas e ações cuidadosas, os soldados sírios foram capazes de mudar radicalmente a situação" informou o Maj.-Gen. Igor Konashenkov, um porta-voz russo do Ministério da Defesa, que repassou as informações em um comunicado. 

"Praticamente, metade dos territórios ocupados pelos rebeldes nos últimos anos na parte oriental de Aleppo, foi completamente liberado." 

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de acompanhamento com base na Grã-Bretanha, disse que os ataques aéreos no distrito de Bab al-Nairab em Aleppo, matou pelo menos 10 pessoas, e deixou dezenas de outros feridos ou desaparecidos, informou o grupo em um comunicado emitido hoje (29). 

O Observatório disse que os ataques aéreos, incluindo bombas barril, atingiu vários distritos orientais de Aleppo durante a noite de hoje (29). 

O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse em 29 de novembro que ele não poderia estimar quanto tempo a parte oriental de Aleppo duraria com a luta se intensificando a cada dia. 

"Claramente, eu não posso negar... está ocorrendo uma aceleração nos combates e eu não posso te dizer quanto tempo a parte oriental de Aleppo irá durar", disse ele no Parlamento Europeu.

Referindo-se aos distritos controlados pelos rebeldes onde as forças do governo sírio e seus aliados estão atacando, Mistura disse:

"Há um aumento constante de movimento no lado militar."

Mistura também procurou dissipar as preocupações do conflito, dizendo que o presidente eleito dos EUA Donald Trump, poderia chegar a um acordo com a Rússia sobre a Síria, dizendo que ele veria com agrado o aumentar da luta contra o Estado Islâmico por parte de Washington. 

"Com base nessas declarações, temos uma ideia de que ele pretende dar total prioridade na lutar contra o Estado Islâmico. Eu não acho que ninguém em volta irá discordar disso, inclusive eu ", disse Mistura referindo-se aos comentários de Trump durante sua campanha presidencial, onde ele prometeu bombardear o grupo militante pesadamente.

"Você pode e você deve lutar junto da Rússia contra o Daesh, porque eles são uma ameaça para todo mundo”

Fonte: Daily News

Marcadores: , ,

Forças navais da OTAN realizam exercicio no Mar Egeu

29 de novembro de 2016 - 16:36:25


A OTAN lançou seu exercício anual em Nusret no Mar Egeu para testar sua prontidão de combate e reforçar a cooperação militar, segundo comunicado da Aliança.

O exercício que começou ontem (28) vai continuar até o dia 04 de dezembro e inclui corvetas, barcos de patrulha, caça-minas, aviões de combate e veículos submarinos não tripulados, disse um comunicado da imprensa da OTAN.

O exercício é organizado pelo exército turco e junto a OTAN, que enviou navios da Alemanha e da Grécia para participar dos exercícios. Outros aliados da OTAN participam em uma base bilateral.

"A Turquia enfrenta desafios sérios de segurança de várias direções", disse o porta-voz da OTAN Oana Lungescu, acrescentando

"A participação da OTAN no exercício de Nusret, demonstra o forte compromisso dos aliados para a segurança da Turquia e contribui para maior estabilidade na região ".
A aliança realizou outro exercício no Mediterrâneo oriental, chamado de Mavi Balina, nos dias de 22 a 28 de novembro, com o intuito de testar as habilidades dos submarino das forças internacionais.

Fonte: Xinhua Espanhol

Marcadores: , ,

OTAN realiza o seu maior exercício de combate urbano perto da Rússia

29 de novembro de 2016 - 16:20:12


Em meio as crescentes tensões com a Rússia, a OTAN lança seu maior exercício de combate urbano na Lituânia, próximo a fronteira russa.

Nas manobras, apelidado de "Iron sword 2016", (Espada de Ferro) que começou em 20 de novembro, teve a participação de onze países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Em um relatório divulgado terça-feira (29), o jornal britânico Expresso, citando fontes do Ministério da Defesa da Lituânia, disse que os exercícios envolvem cerca de 4.000 soldados do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Polónia, Roménia, Luxemburgo e Eslovénia, bem como os três Estados Bálticos.

Os exercícios já entraram na sua fase ativa, onde as tropas simulam uma guerra urbana e ações coletivas nas cidades de Rukla e Pabrade, perto de Kaliningrado, um enclave russo situado entre a Polónia e Lituânia

Em Pabrade, o grupo de treinamento do "Báltico", que consiste em unidades da Letónia, Lituânia e da Estónia, organizam um exercício de defesa contra o grupo "Titan", composto por tropas britânicas, polonesas, canadenses, americanos, que simulam um ataque.

Enquanto isso, em Rukla, um batalhão de dragões exército lituano, pretende realizar uma batalha simulada contra um grupo de reservistas romenos e americanos, informou uma fonte militar lituano.

As manobras que decorrerá até o dia 02 de dezembro, destinam-se em calibrar a capacidade do exército da Lituânia em implantar uma força tarefa rápida com uma grande quantidade de soldados.

As medidas da OTAN na fronteira russa, ocorrem em meio a tensões com a Rússia, um país que tem assegurado a implantar dos avançados sistemas de mísseis Iskander capazes de transportar ogivas nucleares, e os mísseis do sistemas S-400 para o enclave de Kaliningrado, ação que visa responder à ação similar da OTAN em países que fazem fronteira com a Rússia, ou localizados próximo aos seus território.

Fonte: Hispan TV

Marcadores: , , ,

Grupos contrários as Trump, acusam a Rússia de manipular o resultado eleitoral dos EUA.

 de novembro de 2016 - 15:04:46

Especulações sobre manipulação nas eleição dos EUA por parte da Rússia, surgem uma vez que o resultado da eleição presidencial dos EUA de 2016 geraram dúvidas.

Muitos eleitores nos Estados Unidos têm exigido a recontagem dos votos das eleições presidenciais de 2016 nos EUA, eles estão duvidando da vitória do presidente eleito Donald Trump.

Até aí tudo bem, mas a surpresa maior surpresa disso tudo, é a suspeita do envolvimento de agentes estatais russas na manipulação nos dados da apuração dos votos. 

Várias questões surgiram com dúvidas sobre a Rússia, incluindo os motivos por trás ao apoio da nação a Trump, em vencer a eleição presidencial dos EUA.

A Rússia tem buscado oportunidades para desestabilizar os EUA e uma das suas ações foi em apoiar um líder que para alguns, alimentaria as tensções entre os dois paises. No entanto, ao contrário, Trump tem emergido como alguém que está tentando consertar a relação EUA-Rússia.

Ainda não está certo se o presidente russo Vladimir Putin amenizar as tensões com os EUA ou se continuará com as relações abaladas.

O que os especialistas de computador têm a dizer sobre o envolvimento da Rússia em 3 Guerra Mundial

Enquanto a imagem da Rússia está em perigo após os rumores de seu envolvimento na adulteração dos dados norte-americanos, os especialistas revelaram que eles não encontraram nenhuma pista de envolvimento da Rússia no resultado das eleições.

Especialistas em ciência da computação têm afirmado que eles examinaram os votos e chegaram à conclusão de que não houve manipulação dos dados por parte dos russos.

O cientista da computação Jeremy J Epstein foi mencionado pelo candidato do partido verde, Jill Stein, que pediu a recontagem dos votos em Wisconsin. 

A campanha para a recontagem também recebeu o apoio do partido de Hillary Clinton. 

"O pessoal do partido de Stein tem atacado um pouco o nosso trabalho, mas não estou preocupado", disse Epstein ao jornal The Guardian. 

"Na verdade, o objetivo de uma auditoria é verificar a ênfase dele, onde o resultado foi como originalmente relatado."

Apesar das acusações, o site de notícia da RT, informo que a Casa Branca divulgou um comunicado oficial onde confirmou o resultado da eleição presidencial norte-americana, dizendo que o resultado foi de acordo com a voz da América e da vontade dos americanos.

Fonte: Australia Network News

Marcadores: , , ,

28 de nov. de 2016

Navio do Irã aponta metralhadoras contra helicóptero militar dos EUA

28 de novembro de 2016 - 18:45:15 


Um navio da Guarda Revolucionária do Irã apontou suas metralhadoras a um helicóptero da Marinha dos EUA no Estreito de Hormuz, no sábado, informou dois oficiais de defesa dos EUA à Reuters na segunda-feira, uma ação que eles descreveram como "inseguro e pouco profissional".

Os funcionários falando sob a condição de anonimato, disseram que o incidente ocorreu quando um helicóptero da Marinha SH-60 voou dentro de meia milha (0,8 km) de dois navios iranianos em águas internacionais.

Uma das embarcações apontou suas armas para o helicóptero, disse as autoridades norte-americanas.

Os funcionários acrescentaram que em nenhum momento a tripulação do helicóptero se sentiram ameaçados, mas foi um ato inseguro e irresponsavel, pois poderia ter conduzido a uma escalada.

Representantes iranianos não responderam imediatamente sobre o assunto.

O Helicóptero voltou para o porta-aviões onde o mesmo decolou.

Fonte: Reuters

Marcadores: , ,

Rússia estária próxima de implantar base militar na Líbia

28 de novembro de 2016 - 11:55:01 


O Militar líbio Gen Khalifa Hafter chegou a Moscou no domingo dia 26 novembro, com um pedido de compra de armas russas e apoio militar para o seu exército.

Ele foi recebido em Moscou, que viu na visita, uma oportunidade para a Rússia construir a sua primeira base militar no norte da África. 

De acordo com DEBKA arquivo fontes militares e de inteligência, o presidente Vladimir Putin começou a vislumbrar uma segunda base no Mediterrâneo mais precisamente na costa de Benghazi, ligada a base de Hmeimim em Latakia da Síria. 

Este seria um ponto para acomodar a Força Navel Russa, bem como unidades aéreas, além de estar localizado a 700 km da Europa.


Hafter é um militar, tendo se destacado como um dos comandantes militares do Conselho Nacional de Transição (CNT) durante a Guerra Civil Líbia. 

Em março de 1987, foi o General do Exército Líbio capturado junto de 650 de seus comandados durante a Guerra Líbio-Chadiana. Depois de sua captura, juntou-se à Frente Nacional para a Salvação da Líbia (FNSL) que era o maior grupo de oposição ao regime líbio na época.

Em 1988, a CIA recrutou cerca de 600 ex-militares líbios capturados no Chade, para formar uma força paramilitar que poderia ser usada para derrubar o então líder líbio, Muammar al-Gaddafi, dentre eles, Hifter que lideraria o grupo. 

O grupo passou a receber treinamento em uma base próxima a Ndjamena, capital do Chade.

Segundo alguns relatos, Haftar deixou de receber o apoio dos EUA depois de não reconhecer o novo governo estabelecido pela ONU em Trípoli.

Hoje ele opera principalmente com o apoio do Egito e de alguns membros dos emirados do Golfo para o leste da fortaleza de Benghazi.

Egito e os Emirados Árabes Unidos fornecem ao exército de Hafter, apoio aéreo a partir de bases egípcias no deserto ocidental e foi esses líderes que o incitaram a aceitar o convite russo para viajar a Moscou para discutir e oferta de assistência militar.

Esta foi a segunda viagem de Hafter a Moscou. Ele esteve lá em junho e se reuniu com o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu e o Conselheiro de Segurança Nacional, Nikolai Patrushev. 

Mas o Kremlin se manteve desconfiado em estender uma ajuda militar ao general líbio já que EUA, Italia e forças especiais britânicas estavam no preparo de uma grande ofensiva para expulsar o Estado Islâmico do porto líbio de Sirte, considerado um ponto chave. No entanto, esta ofensiva ainda não atingiu seu objetivo.

A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, está causando burburinhos sísmicos na região, já que o mesmo prometeu rever a estratégia dos país em relação a Síria, agora Putin está aproveitando essa situação para oferecer caças ao exército de Hafter, além de helicópteros de combates, veículos blindados e mísseis variados, bem como o apoio aéreo para a luta contra o Estado islâmico.

É muito cedo para dizer se a iniciativa do líder russo na Líbia prenuncia um convite para o novo presidente dos EUA a trabalhar em conjunto no Oriente Médio, ou ele está lucrando com o período de transição incerta entre as presidências e aproveitar para construir uma pilha de fichas prontas e enfrentar Trump como uma potência rival.

Em todo ocasião, os aviões russos em Hmeimim seriam capazes de cobrir uma distância 1.500 km na Líbia, enquanto a porta-aviões russo Almirante Kusnetzev que não está ancorado longe da costa da Líbia, estaria disponível para participar de operações em apoio do general líbio.

Esta seria a primeira vez que um porta-aviões russo entraria em ação nesta parte do Mediterrâneo.

As batalhas em curso ao longo da costa do Mediterrâneo que pendura a semanas entre as várias milícias, incluindo o exército de Hafter, são de fato um cabo-de-guerra pelo controle dos campos de petróleo da Líbia. 

A riquezas de petróleo da Líbia não estão certamente ausentes dos cálculos de Putin. Uma possível assistência de Moscou ao exército líbio, ganharia vantagem nesta luta e poderia cravar a primeira estaca da Rússia na indústria de petróleo da Líbia.

Fonte: Debka File

Marcadores: , ,

26 de nov. de 2016

Forte aliado de Putin ameaça a OTAN com guerra nuclear

26 de novembro de 2016 - 11:00:16


Um dos principais aliados de Vladimir Putin, ameaçou bombardear a Grã-Bretanha e outras nações da OTAN com armas nucleares a menos que a aliança recue.


A dura advertência vem como as tensões entre a Rússia e OTAN elevou depois que a aliança ocidental resolveu reforçar sua presença militar em suas fronteiras.

Um dos principais membros do partido de Putin tem lançou um ultimato brutal depois dele acusar a OTAN de "ameaçar” a Rússia.

Ele prometeu que Rússia irá bombardear potenciais alvos da OTAN com armas nucleares, a menos que a aliança ocidental recue e pare de se expandir próximo as fronteiras russas.

O chefe do governo alertou que a Europa estava se dirigindo para uma nova "crise dos mísseis de Cuba" - um aviso que veio poucos dias antes da morte do líder revolucionário cubano Fidel Castro. 

Franz Klintsevich, 59, senador e membro principal do partido de Putin, emitiu a ameaça mortal e disse para a OTAN se preparar para o "pior cenário".

Os chefes da OTAN temem uma retirada completa dos EUA do pacto militar da aliança após a eleição de Donald Trump, o que abriria caminho para uma invasão russa a Europa Oriental.

De acordo com especialistas, a Rússia tem o poder de invadir toda a Europa, e advertiram que as divisões militares russas poderiam ser implementadas "em questão de horas".

Os países da OTAN ao longo da fronteira, permanecem com medo de uma possível invasão da Rússia. Polónia por sua vez, implantou cerca 50.000 tropas para defender seu território enquanto Lituânia emitiu um "guia de sobrevivência contra a invasão russa".

O ex-páraquedista, que serviu com a União Soviética no Afeganistão, advertiu a Europa está a caminhar para uma nova "crise dos mísseis de Cuba" um conflito de tensão que quase levou o mundo a um armageddon durante a Guerra Fria.

Ele disse: 

"A Rússia vai entregar uma resposta dura e clara para ações agressivas da OTAN, com as suas tentativas de atrair para a sua órbita ainda mais países", disse o legislador linha dura Klintsevich.

"Vamos treinar nossas armas, incluindo as nucleares, em todas as instalações onde a aliança nos ameaçam, onde quer que eles podem ser implantados."

Klintsevich estava falando como vice-presidente da Comissão de Defesa e Segurança poucos dias no senado russo, depois do Kremlin ter enviado seus sistemas de mísseis no enclave de Kaliningrado.

O político bateu de volta aos comentários do chefe da Otan, Jens Stoltenberg que exortou Moscou a "ser mais flexível e aceitar a decisão de alguns países que querem ser membros da OTAN".

O aviso vem como depois de Montenegro está de olho em uma possível vaga na na OTAN e se tornar o membro de número 29 da aliança.

"Vamos recordar o que pode ter acontecido, mas felizmente não aconteceu, na década de 1960, quando a União Soviética implantados armas mortais no território de Cuba, com o acordo do seu legítimo, insisto, o governo."

Sua advertência segue o aviso de Putin na qual disse que tomaria "medidas defensivas" em resposta à acumulação de forças dos EUA e da Europa, em países como a Estónia e a Polónia.

Autoridades do Kremlin disseram que a visão de Klintsevich eram "compreensíveis", mas ressaltou que somente o presidente da Rússia, Vladimir Putin pode decidir quem a Rússia irá escolher como alvo do seu poder nuclear.

O porta-voz pessoal de Putin, Dmitry Peskov, disse: 

"Para o registro, nos termos da Constituição, os nossos legisladores não moldar a política externa russa, que é definido pelo presidente da Federação Russa, mas os nossos legisladores têm direito a expor o seu ponto de vista. ”

"Eles reagem intensamente para eventos internacionais, a expansão da OTAN no sentido de fronteiras russas, à expansão da infraestrutura militar da OTAN, portanto, essa posição é compreensível."

Um militar do alto escalão de Putin revelou que eles estavam testando a possibilidade de reviver o sistema Russian nuke train, projetado para atacar em qualquer lugar, a qualquer momento e ser um "enorme pesadelo" para os inimigos.

Este ano, a Rússia também revelou que testou com sucesso uma ogiva nuclear hipersônica capaz de atingir a Grã-Bretanha em 13 minutos.

Fonte: Daily Star

Marcadores: , , ,

Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos

26 de novembro de 2016 - 10:08:12


Anúncio foi feito pelo irmão Raúl; país declarou 9 dias de luto oficial. Líder da Revolução Cubana foi figura internacional polêmica por décadas.

O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.

"Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz", disse Raúl Castro.

"Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas" deste sábado, prosseguiu o irmão.

As cinzas serão enterradas em 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba, após percorrerem o país numa caravana de 4 dias. Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.

Figura controversa
Visto como um grande líder revolucionário por uns, e como ditador implacável por outros, Fidel foi saindo de cena progressivamente ao longo da última década, morando em lugar não divulgado e fazendo aparições esporádicas nos últimos anos.

As últimas imagens de Fidel Castro são do dia 15, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Antes, ele foi visto em um ato público foi no dia 13 de agosto, na comemoração de seu 90º aniversário. 

A festa reuniu mais de 100 mil pessoas. Na época, Fidel apresentou um semblante frágil, vestido com um moletom branco e acompanhado pelo seu irmão Raúl e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Despedida

Em abril, durante o XVII Congresso do Partido Comunista de Cuba, Fidel reapareceu e fez um discurso que soou como uma despedida, onde reafirmou a força das ideias dos comunistas.

"A hora de todo mundo vai chegar, mas ficarão as ideias dos comunistas cubanos, como prova de que neste planeta se trabalha com fervor e dignidade, é possível produzir os bens materiais e culturais que os seres humanos necessitam, e devemos lutar sem descanso para isso", afirmou Fidel Castro na ocasião.

Desde que ficou doente, em julho de 2006, e cedeu o poder ao seu irmão Raúl Castro, o líder cubano se dedicou a escrever artigos, assim como livros sobre sua luta na Sierra Maestra e a receber personalidades internacionais em sua residência, no oeste de Havana.

Doença e saída do poder

Na noite de 31 de julho de 2006, Fidel Castro surpreendeu Cuba e o mundo com o anúncio de que cedia o poder ao irmão Raúl, em caráter provisório, depois de sofrer hemorragias. Foi a primeira vez que saiu do poder.

Sem revelar qual doença o afetava, Fidel admitiu que esteve à beira da morte. Perdeu quase 20 quilos nos primeiros 34 dias de crise, passou por várias cirurgias e dependeu por muitos meses de cateteres.

Em dezembro de 2007, o comandante cubano já havia expressado em uma mensagem escrita que não estava aferrado ao poder, nem obstruiria a passagem das novas gerações, mas em janeiro foi eleito deputado e ficou tecnicamente habilitado para uma reeleição – o que não ocorreu.

Desde março de 2007, já afastado do cenário público, sendo visto apenas em vídeos e fotos, Fidel Castro se dedicava a escrever artigos para a imprensa sob o título de "Reflexões do Comandante-em-Chefe".

Fidel deixou o poder definitivamente em fevereiro de 2008. Em um texto publicado no jornal estatal “Granma”, ele anunciou sua renúncia.

Trajetória

Fidel nasceu em 13 de agosto de 1926, na província de Holguín, sul de Cuba, e foi batizado durante a infância de Fidel Hipólito. Sua mãe trabalhava para a mulher de seu pai, o bem sucedido latifundiário espanhol Ángel Castro.

Apenas quando Fidel era adolescente seu pai se separou da primeira mulher e assumiu a família com a mãe de Fidel, Lina Ruz Gonzalez, com quem teve outros cinco filhos. Nesta época, Fidel foi assumido oficialmente pelo pai e recebeu o nome de Fidel Alejandro Castro Ruz.

Apesar de não ter sido registrado pelo pai na infância, Fidel cresceu estudando em escolas particulares e em meio a um ambiente de riqueza bastante diferente da pobreza do povo cubano.

Bastante inteligente, o jovem era mais interessado nos esportes do que nos estudos. Mesmo assim, o líder cubano iniciou seus estudos na Universidade de Havana em 1945, onde conheceu o nacionalismo político cubano, o anti-imperalismo e o socialismo, e se formou em direito em 1950.

Em 1948, Fidel viajou para a República Dominicana em uma expedição para tentar derrubar o ditador Rafael Trujillo, que foi fracassada.

Ao voltar para a faculdade, ele se juntou ao Partido Ortodoxo, fundado para acabar com a corrupção no país.

Casamentos

No mesmo ano, Fidel se casou com Mirta Diaz Balart, de uma rica família cubana. Eles tiveram apenas um filho, Fidelito. O casamento com Mirta acabou em 1955. Durante a união, ele teve um relacionamento com Naty Revuelta, com quem teve uma filha, 

Alina Fernández-Revuelta. Em 1993, ela fugiu da ilha se fazendo passar por uma turista espanhola. Alina pediu asilo nos Estados Unidos e passou a fazer fortes críticas a seu pai.

Com sua segunda mulher, Dalia Soto del Valle, Fidel teve outros cinco filhos homens cujos nomes começam com a letra "A": Alexis, Alexander, Alejandro, Antonio e Ángel.

Além da filha Alina, uma das irmãs de Fidel, Juanita Castro, também se mudou para os EUA, no início da década de 1960.

Revolução

Durante o casamento com Mirta Diaz, Fidel teve contato com as famílias ricas de Cuba, e se candidatou a um posto no parlamento. Entretanto, o golpe do general Fulgêncio Batista derrubou o governo da época e cancelou as eleições.

Junto com outros membros do Partido Ortodoxo, Fidel organizou uma insurreição. Em 26 de julho de 1953, cerca de 150 pessoas atacaram o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em uma tentativa de derrubar Batista. O ataque falhou e Fidel foi capturado. Após julgamento, ele foi condenado a 15 anos de prisão. Entretanto, o incidente o tornou famoso no país.

Em 1955, Fidel foi anistiado, e fundou o movimento 26 de Julho, de oposição ao governo. Nessa época, ele se encontrou pela primeira vez com o revolucionário Ernesto ‘Che’ Guevara e se exilou no México.

Em 1957, junto com Guevara e mais 79 expedicionários, chegou a Cuba a bordo de um navio e tentou derrubar o presidente, mas foi surpreendido pelo Exército e derrotado. Fidel, seu irmão Raúl e Che conseguiram escapar e se refugiaram na Sierra Maestra, onde travaram combates com o governo.

Em 30 e 31 de dezembro de 1958, as vitórias revolucionárias assustaram Batista, que fugiu de Cuba e foi para a República Dominicana. Aos 32 anos, Fidel conseguiu o controle do país.

Reforma para o Comunismo

Um novo governo foi criado, e Fidel assumiu como primeiro-ministro em 1959, após a renúncia de Jose Miro Cardona. Nesta época, foram iniciadas as relações com a então União Soviética.

O líder passou então a sua reforma para o comunismo. Em 1960, Fidel nacionalizou a indústria açucareira de Cuba, sem pagar indenizações. Três anos depois ele estatizaria as fazendas, ampliando a reforma agrária.

Em 1961, o governo proclamou seu status socialista. Houve uma fuga em massa dos ricos do país para Miami, nos Estados Unidos, que rompem as relações diplomáticas com Cuba.

Crise com os EUA

Em abril, Castro formalizou Cuba como um estado socialista. No dia seguinte, cerca de 1,3 mil exilados cubanos apoiados pela CIA atacaram a ilha pela Baía dos Porcos, em uma tentativa de derrubar o governo.

O ataque foi um fracasso – centenas de pessoas foram mortas e quase mil capturadas. Os EUA negaram seu envolvimento, mas revelaram que os exilados foram treinados pela CIA. Décadas depois, o país confirmou que a ação vinha sendo planejada desde 1959.

O incidente fez Castro consolidar seu poder. Em maio do mesmo ano, ele anunciou o fim das eleições democráticas no país e denunciou o imperialismo americano. Che Guevara assumiu o Ministério da Indústria.

Em 1962, os EUA ordenaram o bloqueio econômico total à ilha, isolando o regime, uma política que se seguiu até a atualidade.

Fidel passou a intensificar sua relação com a União Soviética, aceitando financiamento e ajudas militares. Em outubro de 1962, o país concebeu a ideia de implantar misseis nucleares em Cuba, gerando uma crise com os EUA e quase uma guerra nuclear.

Dias depois, o premiê soviético concordou em remover os mísseis com o comprometimento americano de não invadir Cuba. Castro foi deixado de lado nas negociações.

Governo

Em 1965, Che deixa o país para expandir a revolução. Dois anos depois, ele foi assassinado na Bolívia, deixando Fidel como único rosto da revolução.

Ainda em 1965, Fidel se posicionou como líder do Partido Comunista cubano. Pouco a pouco, ele começou uma campanha para apoiar a luta armada contra o imperialismo na América Latina e na África.

Apesar do comprometimento dos EUA de não invadir a ilha, houve ataques de outras formas, como o bloqueio econômico e centenas de tentativas de assassinato contra Fidel ao longo dos anos. Fidel chegou a dizer que se escapar de tentativas de assassinato fosse um esporte olímpico, ele teria ganhado medalhas de ouro.

Durante seu governo, Fidel investiu na educação – foram criadas cerca de 10 mil novas escolas, e a alfabetização atingiu 98% da população. Os cubanos têm um sistema de saúde universal, que reduziu a mortalidade infantil para 11 a cada mil nascidos vivos.

Execuções e prisões

Entretanto, as liberdades civis foram confiscadas. Sindicatos perderam o direito de realizar greves, jornais independentes foram fechados e instituições religiosas perseguidas. Castro removeu seus opositores com execuções e prisões, além do exílio forçado.

Centenas de milhares de cubanos fugiram do país ao longo das décadas, muitos seguindo para a Flórida, bastante próxima da costa da ilha. A maior saída ocorreu em 1980, quando o governo anunciou a autorização de saída, e 125 mil pessoas deixaram Cuba – 15 mil delas se jogaram ao mar amarradas e canoas, pneus e botes.

Em 1986, instituições de defesa dos direitos humanos realizaram em Paris o “Tribunal de Cuba”, onde ex-prisioneiros da ditadura deram seu testemunho. Entidades calculam que cerca de 12 mil pessoas morreram nas mãos do governo.

Em 1989, com a queda do muro de Berlin, a União Soviética retira seus 7 mil militares da ilha e acaba com a ajuda comercial à Cuba.

Em 1996, Cuba bombardeia dois aviões civis pilotados por exilados cubanos em Miami, retomando as tensões com os EUA. No ano seguinte, Fidel apontou seu irmão, Raúl, como seu sucessor.

Em 2002, os EUA criam uma prisão para suspeitos de terrorismo em uma base militar Guantánamo, no território cubano. O então presidente George W. Bush inclui o país na lista dos que apoiam o terrorismo.

Segredos

Desde que caiu doente e entregou o poder provisoriamente a Raúl, Fidel deixou claro que sua doença era um assunto delicado e não um assunto de domínio público.

"Devido aos planos do império (EUA), meu estado de saúde se converte em um segredo de Estado a respeito do qual não se pode ficar constantemente divulgando informações", afirmou.

Os segredos em torno do ex-dirigente são guardados com tanto afinco que não se conhecia nem mesmo o local onde Fidel se recuperava.

Conta-se que, durante anos, Fidel jamais dormiu duas noites no mesmo lugar.

Ele circulava por Cuba em uma caravana com três carros Mercedes Benz pretos idênticos, e a presença dele nas cúpulas realizadas no exterior nunca está 100% confirmada antes de sua chegada.

Até a ideologia comunista dele foi objeto de mistério nos primeiros anos da revolução.
Diferentemente de outros líderes mundiais, a vida privada de Fidel não comparece aos jornais.

O único dos filhos dele que ocupou um cargo público é Fidel Castro Diaz-Balart, o "Fidelito", um engenheiro nuclear que trabalhou como assessor científico do Conselho de Estado.

Fidel nunca abandonou suas ideias sobre estratégia militar. Em 1953, quando organizou o ataque contra o quartel Moncada, em Santiago de Cuba, sua primeira e desastrosa ação militar, quase todos os seus companheiros só ficaram sabendo do objetivo da investida no último minuto.

Fonte: G1

Marcadores: , , ,