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Erdoğan: A Turquia entrou na Síria para acabar com o governo de Assad

29 de novembro de 2016 - 17:25:36



Traduzido por Conflitos e Guerras

O exército turco iniciou suas operações na Síria para acabar com a regra do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan nesta terça –feira (29). 

"Na minha estimativa, cerca de 1 milhão de pessoas morreram na Síria. Estas mortes ainda estão em andamento, sem exceção para crianças, mulheres e homens. Onde está a ONU? O que ela está fazendo? E no Iraque? A nossa paciência acabou, não poderíamos esperar o final e tivemos de entrar na Síria em conjunto com o Exército Sírio Livre [FSA]", disse Erdogan na primeira Plataforma Simpósio Inter-Parlamentar Jerusalém, em Istambul.
E complementou dizendo:
"Por que entramos na Síria? Não temos um olho em solo sírio, a questão é fornecer terras aos seus proprietários reais. Isso quer dizer que nós estamos lá para o estabelecimento da justiça. Nós entramos lá para acabar com a regra do tirano al-Assad que aterroriza o estado com terror. Nós não entramos na Síria por qualquer outra razão ", disse o presidente. 

Em 24 de agosto, as Forças Armadas da Turquia lançou uma operação na Síria batizada de operação Escudo de Eufrates, em conjunto dos soldados da FSA, numa ação ostensiva clara na fronteira do sul do país.

Segundo o governo turco, a operação visa destruir o Estado islâmico do Iraque, o Levante (ISIL) e as forças do partido curdo União Democrática (PYD), na qual Ancara considera como um grupo terrorista ligado ao proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). 

Na semana passada, um total de seis soldados turcos, sendo que quatro deles são suspeitas de ataque ao governo sírio e foram mortos em três ataques separados nos dias 24 e 26 de novembro. 

De acordo com fontes militares turco, a força aérea da Turquia, matou 11 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos realizados em quatro abrigos utilizados pelos jihadistas e destruíram dois veículos blindados no norte da Síria no dia 28 de novembro, os militares anunciaram os resultados dos ataques hoje (29).  

Os alvos dos ataques aéreos foram as regiões de Baratah, Dana e Zarzur, como parte da operação Escudo Eufrates. Ele disse que dois veículos dos Estado Islâmico também foram alvo de drones armados na região. 

Erdoğan também disse que a ONU não poderia fornecer a justiça adequada com a sua estrutura atual, sugerindo que todos os continentes e todos os grupos de crenças ao redor do mundo, deveriam estar representados no Conselho de Segurança além dos cinco membros permanentes. 

O presidente tem constantemente expressado suas críticas sobre a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, dizendo que "o mundo é maior do que os cinco", referindo-se ao número de membros permanentes. 

Com as operações da Turquia seguindo na Síria, uma outra ofensiva agora realizada por parte do governo sírio, que contra com a ajuda de seus aliados, seguem ocorrendo nos locais sitiados de Aleppo oriental, forçando os rebeldes a recuar para uma linha de frente mais defensiva depois de perder o controle de um distrito chave. 

16.000 mil pessoas deslocadas em Aleppo, diz a ONU

O chefe e coordenador da secretaria humanitária das Nações Unidas, Stephen O'Brien, disse hoje (29) que até 16.000 mil pessoas foram desalojadas em Aleppo por causa dos intensos ataques na parte oriental que está sobre o controle dos rebeldes da cidade, informou a Reuters.

A área não tem hospitais funcionando, os estoques de alimentos estão quase esgotadas e é provável que milhares de pessoas fujam de suas casas se a luta continuar nos próximos dias, disse O'Brien em um comunicado enviado por email.

De acordo com um medico que vive na região, a situação é desesperador 

"A situação é muito ruim. Há um medo intenso de aniquilação coletiva ", disse o médico que se identificou como Abu al-Abbas. 

"Esta semana eu mudei de localização três vezes. Nos abrigos, tivemos algumas pessoas mortas por não poderem ser retirados por causa dos intensos bombardeios." 

A Rússia, por outro lado, disse que o avanço do exército sírio em Aleppo, tinha alterado radicalmente a situação no local, permitindo que mais de cerca de 80.000 civis tivessem acesso a ajuda humanitária, depois serem usados como escudos humanos por militantes. 

"Durante as últimas 24 horas, graças estratégias muito bem preparadas e ações cuidadosas, os soldados sírios foram capazes de mudar radicalmente a situação" informou o Maj.-Gen. Igor Konashenkov, um porta-voz russo do Ministério da Defesa, que repassou as informações em um comunicado. 

"Praticamente, metade dos territórios ocupados pelos rebeldes nos últimos anos na parte oriental de Aleppo, foi completamente liberado." 

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de acompanhamento com base na Grã-Bretanha, disse que os ataques aéreos no distrito de Bab al-Nairab em Aleppo, matou pelo menos 10 pessoas, e deixou dezenas de outros feridos ou desaparecidos, informou o grupo em um comunicado emitido hoje (29). 

O Observatório disse que os ataques aéreos, incluindo bombas barril, atingiu vários distritos orientais de Aleppo durante a noite de hoje (29). 

O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse em 29 de novembro que ele não poderia estimar quanto tempo a parte oriental de Aleppo duraria com a luta se intensificando a cada dia. 

"Claramente, eu não posso negar... está ocorrendo uma aceleração nos combates e eu não posso te dizer quanto tempo a parte oriental de Aleppo irá durar", disse ele no Parlamento Europeu.

Referindo-se aos distritos controlados pelos rebeldes onde as forças do governo sírio e seus aliados estão atacando, Mistura disse:

"Há um aumento constante de movimento no lado militar."

Mistura também procurou dissipar as preocupações do conflito, dizendo que o presidente eleito dos EUA Donald Trump, poderia chegar a um acordo com a Rússia sobre a Síria, dizendo que ele veria com agrado o aumentar da luta contra o Estado Islâmico por parte de Washington. 

"Com base nessas declarações, temos uma ideia de que ele pretende dar total prioridade na lutar contra o Estado Islâmico. Eu não acho que ninguém em volta irá discordar disso, inclusive eu ", disse Mistura referindo-se aos comentários de Trump durante sua campanha presidencial, onde ele prometeu bombardear o grupo militante pesadamente.

"Você pode e você deve lutar junto da Rússia contra o Daesh, porque eles são uma ameaça para todo mundo”

Fonte: Daily News
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