27 de jul. de 2018

EUA se preparando para bombardear o Irã no próximo mês?

27 de julho de 218 - 00:15:30

A rede de noticia ABC da Austrália, disse em seu site de noticias que ministros australianos do alto escalão do governo de Turnbull, falaram que os EUA estariam prontos para bombardear instalações nucleares do irã já no próximo mês e que a Austrália estaria disposta a ajudar.

A ABC da Austrália informou que a ajuda australiana viria de suas instalações secretas, na qual seriam usadas para identificar e marcar alvos no Irã. Quem também ajudaria nessa tarefa de identificação, seria os agentes do serviço secreto Britânico.

Uma das fontes, disse que a Austrália ajudaria apenas com o serviço de inteligencia e não participaria diretamente de um bombardeio.[post_ad]

Os Estados Unidos tem em conjunto com outros 4 países, instalações secretas de espionagem via satélite chamada de "Os Cincos Olhos" que compõem EUA, Reino Unido, Austrália, Canada e Nova Zelândia. Essas instalações tem como objetivo, direcionar os pontos de espionagens para os satélites espiões americanos e justamente a instalação de inteligencia australiana chamada de Pine Gap, será utilizada nessa missão de identificação.

Apesar dessa informação ter vindas por parte dos ministros australianos, o próprio Primeiro Ministro da Austrália, Turnbull veio a publico dizer que não vê motivos para acreditar nessas informações, pois se tratavam apenas de especulações. Para ele, o governo Trump não faria tal ato.

Mas, uma mensagem destinada a Trump vinda do alto comandante iraniano, Qassam Soleimani colocou ainda mais fogo nessa história, 
"Voces americanos irão iniciar a guerra, mas nós é quem iremos termina-la"
E ele complementou dizendo,
"Estamos mais perto do que você pode imaginar. Estamos prontos. Não se esqueça de que somos a Força Qods" disse Soleimani em sua conta do Twitter.
Uma possível ação militar por parte dos americanos contra o Irã, ficou ainda maior depois que Israel invocou a chamada "Begin Doctrine". Doutrina essa que coloca o estado judeu em posição de atacar preventivamente, qualquer país hostil a Israel que tente desenvolver capacidade nuclear, mesmo que pacifica.

Mostrando a alta tensão entre EUA e Irã, o governo Trump disse que só irá retirar suas forças militares da Síria, assim que o Irã deixa o território sírio por completo. Anteriormente, Trump havia dito que as suas forças iriam deixar a Síria, mas voltou atras. 
Essa reviravolta na intenção de deixar a Síria por parte dos americanos, vem acompanhada da solicitação de Benjamin Netanyahu na qual disse que o Irã deveria se retirar imediatamente da Síria.

Algumas outras fontes anonimas, disseram que o centro de inteligencia australiano, já iniciou os preparativos para identificar os alvos iranianos e que o mesmo será feito pelo Reino Unido nos próximos dias.

Uma outra especulação bastante importante, é que a Rússia, assim como no ataque americano a Síria, não irá utilizar suas forças militares diretamente para conter esse possível bombardeio e ficará apenas no apoio logístico, deixando o Irã responsável por se defender.

Será que estamos perto de presenciar uma guerra entre EUA e Irã já no próximo mês? Vale lembra que inicialmente, o ataque coordenado entre França, EUA e Reino Unido a Síria, após um suposto ataque químico contra civis, também não passava de uma mera especulação.

Vamos aguardar e manter bastante atenção no movimento militar iraniano.

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24 de jul. de 2018

Israel rejeita proposta da Rússia para manter forças do Irã a 100 km de Golan

24 de julho de 2018 - 17:20:23

Autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira (24) que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou uma proposta russa de manter as forças iranianas longe da fronteira nas Colinas de Golan.

A Rússia teria proposto um acordo em que as forças iranianas dentro da Síria teriam que manter 100 quilômetros de distância do território ocupado por Israel.

Netanyahu, que estava em um encontro com Ministro de Exterior russo Sergey Lavrov, foi rápido para rejeitar a proposta, insistindo que Israel nunca irão permitir que os iranianos fiquem até 100 quilômetros de distância de Israel, próximos as Colinas de Golan.[post_ad]A comunidade internacional não reconhece a fronteira das Colinas de Golan, e ainda considera Golã como território sírio ocupado por Israel.

Israel tem reclamado à Rússia sobre a presença de forças iranianas dentro da Síria por meses. O Irã disse que não vai se retirar a menos que o governo sírio peça a eles. A Rússia tentou fazer com que Israel concordasse em parar de atacar sites sírios em troca de manter os iranianos longe da fronteira.

De acordo com o oficial israelense, Netanyahu deu a Lavrov uma lista de exigências quanto à presença militar iraniana na Síria:
  • O Irã precisa tirar todos os seus mísseis de longo alcance e armas da Síria.
  • O Irã precisa interromper a produção de munições de precisão na Síria.
  • O Irã precisa tirar todos os seus sistemas de defesa aérea da Síria.
  • As passagens de fronteira entre a Síria e o Líbano precisam ser monitoradas para impedir o contrabando de armas para o Hezbollah da Síria.
  • As passagens fronteiriças entre o Iraque e a Síria precisam ser fechadas e monitoradas para evitar a infiltração de milícias xiitas na Síria do Iraque.
É improvável que as autoridades israelenses aceitem qualquer acordo, em qualquer caso, tendo feito grandes esforços para insistir que todas as milícias xiitas na Síria são "iranianas", embora a esmagadora maioria seja de outros países. 

Isso fornece uma desculpa sob medida para continuar a atacar alvos militares da Síria indefinidamente, sob o pretexto de resistir ao Irã.

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