30 de out. de 2017

EUA e Rússia enviam bombardeiros nucleares para a Coreia do Norte

30 de outubro de 2017 - 20:24:32



RÚSSIA e os EUA voaram com os seus bombardeiros nucleares perto da Coreia do Norte à medida que as tensões crescem sobre as ameaças nucleares de Kim Jong-un.


Os EUA enviaram um bombardeiro furtivo B-2 com capacidade nuclear da base da força aérea de Whiteman, no Missouri, a uma missão de longo alcance para o Pacífico no fim de semana enquanto a Rússia enviou os seus Tupolev-95MS.
[post_ad]O presidente Donald Trump enviou um bombardeiro furtivo B-2 com capacidade nuclear da Base da Força Aérea Whiteman, no Missouri, para uma missão de longo alcance ao Pacífico no fim de semana.


A intenção era testa um resposta rápida dos seus bombardeiros nucleares a um possível ataque a Coreia do Norte.

Por outro lado, a Rússia enviou 2 bombardeiros modelo Tupolev-95MS em uma missão de rotina no mar do Japão e no Oceano Pacifico.


Segundo um porta voz da Rússia, os Tupolev foram escoltados por jatos japoneses e norte americanos.
"Em certas secções da rota, as tripulações Tupolev-95MS foram acompanhadas por um par de lutadores F-18 (da Força Aérea dos EUA) e um par de lutadores F-15, F-4 e F-2A (dos japoneses Força do ar)."
Esses voos vem depois das ameaças de um ataque preventivo por parte dos EUA contra a Coreia do Norte, terem aumentado e com o Secretário de Defesa dos EUA ter dito que Washington não aceitará uma Coreia do Norte com armas nucleares.

Os Norte Coreanos, realizam uma serie de exercícios de evacuações em massa na costa leste do país e simularam apagões na rede eléctrica em um forte indicia de preparação de guerra.

Fonte: The Sun

Marcadores: , , ,

20 de out. de 2017

Guerra a Vista: Irã fechando cada vez mais o cerco contra Israel?

20 de outubro de 2017 - 19:30:12



De acordo com acontecimentos poucos divulgados, o Irã vem avançando no seu plano de cercar Israel em varias frentes de combates.


O texto foi retirado do site DEBKAfile e o Conflitos e Guerras resolveu compartilhar com vocês os fatos que demonstram um grande plano que pode ser catastrofístico no Oriente Médio.

Apos a visita do vice-líder do Hamas, Saleh Arouri a Teerã, o Irã prosseguiu com seus planos nesta semana de cercar israel independentemente das ameaças destinadas a Teerã por parte de Jerusalém e Washington.

[post_ad]Na sexta-feira, (20) de outubro, menos de duas semanas depois de Saleh Arouri aprovar um acordo de reconciliação patrocinado pelo Egito entre seu partido e o rival Fatah, ele liderou uma grande delegação do Hamas a Teerã.

Na terça-feira, (17) de outubro, o gabinete de segurança de Israel estabeleceu condições para o reconhecimento do acordo de unidade palestina, incluindo o reconhecimento do Hamas por Israel. Os pontos a serem considerados, previa o desarmamento e a separação de seus laços com o Irã.

Na quinta-feira (19), o enviado do Oriente Médio aos EUA, Jason Greenblatt, emitiu uma declaração em apoio a posição de Israel.

Mas antes de partir para Cairo, Arouri fez questão de declarar que o Hamas nunca reconheceria Israel como um estado independente, não desistiria da sua "resistência armada", não dissolveria sua ala armada ou entregaria suas armas.

Em seu relatório com a participação dos seus apoiadores em Teerã sobre as conversas da unidade palestina realizado em Cairo, acabou em uma serie de eventos seguidos ao longo da semana, onde se viu o Irã, articulando inúmeras ações iranianas a fim de colocar mais tensão no Oriente Médio.

  • 1 - A cidade petrolífera do norte de Iraque, Kirkuk, foi capturada com quase nenhuma resistência do Curdistão pelo exército iraquiano, liderado por milícias xi iranianas pró-iranianas e centenas de soldados do Corpo Revolucionário da Guarda Iraniana (IRGC) disfarçados nos uniformes militares iraquianos. Esses campos de petróleo eram uma fonte primária do petróleo de Israel.

  • 2 - A derrota dos curdos foi tão devastadora que os lutadores do Peshmerga também se retiraram de partes de Ninewa, Salah al Din, Diyala, Mosul e Sinjar.

    A escala desta calamidade não foi divulgada ao público nos EUA ou em Israel, porque o que isso significa é que o IRGC agora está no controle não apenas do principal centro de petróleo de Kirkuk e seus campos de petróleo na região, mas também de grandes instalações no leste e norte do Iraque, bem como a fronteira norte com a Síria.

    O Irã agora tem uso completo e exclusivo de um corredor aberto em todo o Iraque para a Síria.

  • 3 - Embora o ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, tenha feito uma visita oficial de dois dias a Israel, o primeiro desde a sua nomeação há cinco anos, um evento que normalmente classificaria a melhor publicidade, passou sem um comunicado conjunto, ou qualquer palavra sobre o tópicos que discutiram, suas áreas de acordo ou discórdia, ou até mesmo um aviso de sua partida.

    O que ocorreu na reunião, foi uma discórdia tão profunda registrada nas conversações do general com líderes israelenses, ou Moscou estava com dificuldades para contactá-las?

  • 4 - Na segunda-feira, 16 de outubro, uma bateria anti-aérea síria SA-5 a 50 km a leste de Damasco, disparou um míssil terrestre contra aviões de reconhecimento israelenses sobre o Líbano. Um ataque aéreo israelense, em seguida, destruiu a bateria.

  • 5 - Terça-feira, o chefe de gabinete iraniano, o major-general Mohammad Bagheri, fez uma viagem não programada a Damasco depois do ocorrido. Sua visita de três dias enviou um sinal de que Teerã ficou extremamente indignado com Israel pelo incidente em Damasco.

  • 6 - Na quarta-feira, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu conversou por telefone com o presidente russo Vladimir Putin. O Kremlin anunciou que eles discutiram sobre a guerra na Síria, o programa nuclear do Irã e a situação no Curdistão.

    A discussão terminou com a ausência de quaisquer mudanças na Síria ou no Iraque na sequência, o que pode-se presumir um termino tão inconclusivamente quanto a visita de Shogu.

  • 7 - Na quinta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, sentou-se em Washington com o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis e o conselheiro de segurança nacional, o general H. R McMaster.

    Antes de sua partida, ele anunciou que um adicional de quatro bilhões de shekels (US $ 1,1 bilhão) deveria ser adicionado ao orçamento de defesa do país para a aquisição de "tecnologias mais avançadas" na intenção de enfrentar a crescente ameaça iraniana.

    Ninguém detalhou a natureza desta tecnologia de alto custo e nem foi comentado por parte de Washington ou Jerusalém.

  • 8 - Mais tarde, na quinta-feira, os tanques da IDF dispararam contra uma bateria de artilharia síria perto de Quneitra depois que um míssil caiu sobre os combates sírios e explodiu no norte do Golã.

Esse incidente revelou, de acordo com as fontes militares do DEBKAfile, que o míssil veio de Beit Jinn, que fica em frente aos postos avançados de Israel no Monte Hermon. 

Em outras palavras, o exército sírio e seu aliado o Hezbollah, entraram em um setor militar adicional que os aproximaram mais do que nunca da fronteira israelense e do norte do Golã.

Podemos concluir dizendo que há um plano bem cabuloso na região onde pode trazer para a guerra, Israel e Irã. 

Os líderes israelenses e os porta-vozes militares vem declarando a cada dia que o Irã está entrincheirando seu soldados e seus proxies perto de suas fronteiras e que isso é "inaceitável".

Não sabe-se ao certo o que Israel pretende fazer para conter seu avanço constante.

Uma serie de duvida sobre o que está por vir no Oriente Médio ficou no ar. Quais são as reais intenções do Hamas, quando Arouri sentou-se em Teerã com autoridades iranianas?

Uma outra situação em destaque, fica por parte do conflito no Curdistão, mais precisamente em Kirkuk no Iraque, onde o governo do Curdistão Iraquiano, declarou ter feito um referendo para proclamar a independência da região que fora fortemente apoiada por Israel.

Vale ressaltar que os EUA estão prontos para implantar a unidade das forças especiais da 3º do AirBorne no Oriente Médio. muito se questiona sobre o real objetivo dessa atitude por parte de Washington.

Essa divisão geralmente é empregada em missões especiais de guerra, apesar da suas ultimas missões terem sido em operações antiterroristas.

Será que estamos próximos de presenciar uma nova frente de guerra no Oriente Médio, sendo ela contra Israel vinda da Faixa de Gaza?

Fonte: DEBKAfile / Analise final Conflitos e Guerras

Marcadores: , , ,

15 de out. de 2017

Rússia promoverá reunião com as delegações da Coreia do Norte e do Sul

15 de outubro de 2017 - 12:32:25



A oradora do Conselho da Federação Russa, Valentina Matviyenko, disse que agendou para o dia 16 de outubro, uma reunião na qual foram convidados as delegações da Coreia do Sul e da Coreia do norte.

Apesar da reunião ser separadamente com cada delegação, Valentina deixou claro que irá fazer uma reunião em especial com as duas delegações juntas.

"Ambas as reuniões serão em 16 de outubro e eu acredito que, durante as reuniões, o lado russo chamará as delegações para contatos diretos, o que seria lógico, mas, é claro, não estamos obrigando ninguém a fazer nada, nem tentaremos fazê-lo, será apenas um convite".

É esperado um abordagem sobre a situação nuclear na Coreia do Norte, que que vem gerando uma tensão de conflito muito grande na região.

O governo russo já tinha deixado claro a sua intenção de mediar resolução da tensão entre os países envolvidos, porem a Coreia do Norte insiste em levar a frente o seu programa nuclear e desenvolve uma Arma Atômica.

Para os nortes coreanos, "Somente o equilíbrio das forças irão garantir a sua segurança"

Fonte: TASS

Marcadores: , , ,

13 de out. de 2017

Donald Trump disse que os EUA não irão mais certificar o acordo nuclear com o Irã e anuncia novas sanções.

13 de outubro de 2017 - 16:05:12



Em um pronunciamento feito a poucas horas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não irá mais certificar o acordo nuclear assinado com o Irã e que seu governo irá impor novas sanções contra o pais islâmico.

[post_ad]A medida de Trump não acaba de imediato com o acordo nuclear, porem, abre uma oportunidade para que o congresso americano vote por mais sanções ao Irã.

Alguns paises se mostraram bastantes preocupados quanto a decisão.

Russia disse está desapontado com Donald Trump e que sua atitude é algo bastante preocupante.

China também se manifestou e disse que decisão de Trump pode inflamar ainda mais as tensões na região.

Israel disse que o pronunciamento de Trump, abre brechas para um guerra contra o Irã.

União Europeia junto da Grã-Bretanha, disse que não aceitará a pressão norte americana contra o acordo nuclear.

Em um ato de revolta, o Governo do Irã, alem de dizer que os EUA são os fundadores do ISIS disse que irão responder a qualquer custo contra as novas sanções.

Na Alemanha, Angela Merkel disse que irá fazer de tudo para convencer os EUA a não desistir do acordo nuclear.

CERTIFICAÇÃO DO ACORDO NUCLEAR

Para entender melhor o que a atitude de Donald Trump implica,  primeiro precisamos entender como funciona essa certificação ao programa nuclear iraniano.

O acordo nuclear iraniana, foi assinado por vários países e a cada um período de tempo, eles verificam se o Irã está cumprindo com a determinação do acordo.

No caso dos EUA, a cada 90 dias, o governo faz um especie de auditoria para verificar o cumprimento do acordo, caso tudo esteja nos conformes legais ao acordo, os EUA emitem um certificado de conformidade ao Irã, que no caso certifica de que não há nenhuma contravenção por parte dos iranianos ao acordo.

Caso essa certificação não seja emitida, o acordo não é desfeito automaticamente, já que ele também conta com outros países reconhecedores e não somente os EUA, porem, isso da ao Congresso Norte Americano, a possibilidade de votar novas sanções ao governo do Irã, que no caso, são punições econômicas severas e limites ao programa nucelar e armamentistas do Irã e isso é o que poderia por fim ao acordo.

NOVAS SANÇÕES

Em seu pronunciamento, Donald Trump ordenou que o congresso elabore e vote novas sanções ao Irã, o que pode gerar uma grande desavença com os países apoiadores ao acordo.

Se acatado o pedido de Trump, o congresso irá votar e impor novas sanções em até 60 dias contra o irá.

Uma das sanções será aplicada contra a Guarda Revolucionária do Irã, sendo que o próprio presente dos Estados Unidos disse que a colocaria na lista de organizações terroristas. Se feito, os americanos podem até realizar ataques contra a guarda.

Caso o irã venha a levar o seu programa nuclear a frente, mesmo com as sanções impostas, até Israel deixou claro que irá atacar suas instalações nucleares para reduzir sua capacidade atômica, o que poderia levar a uma grande guerra regional.

Basta agora saber, como o congresso americano irá se comportar diante do pronunciamento de Donald Trump.

Por Conflitos e Guerras.

Marcadores: , , , ,

General do Iraque anuncia inicio das operações militares contra o Curdistão. Exercito em alerta máximo em Kirkuk

13 de outubro de 2017 - 11:00:23



O comando militar iraquiano, anunciou o inicio das operações militares contra o Curdistão apesar do Primeiro Ministro Iraquiano negar qualquer intenção de atacar Kirkuk, província rica em petróleo que agora está sobre o controle dos curdos.

De acordo com informações locais, Bagdá enviou tropas para as cidades de Bashir e Taza, ao sul de Kirkuk e estaria pronta para atacar a qualquer momento.

O comandante das tropas curdas, enviou reforço para o local e deixou o seu exercito em alerta para qualquer ataque iraquiano, a ordem é revidar qualquer ataque.

Segundo o porta-voz do Curdistão, Bagdá deu um ultimato aos curdo, para que Kirkuk fosse entregue a federação iraquiana, porem esse ultimato foi rejeitado e por esse motivo, o Iraque pretende atacar.

Até o momento, não foram registrado nenhum incidente ou confrontos na região, mas analistas disseram que uma grande guerra pode ser deflagrada entre curdos e iraquiano devido a exigência feita pelo governo Iraquiano.

O Exercito da Turquia também está movendo suas tropas através da Síria e ao norte do Curdistão.

Uma reunião de emergência convocada pelos comandantes curdos, está sendo feita nesse exato momento em Kirkuk para avaliar possíveis plano militares em resposta a Bagdá.

É esperado a presença de milicias apoiadas e financiadas pelo Irã.

Marcadores: , , , ,

12 de out. de 2017

EUA e 11 empresas farmacêuticas, fecham parceria para acelerar pesquisas contra o câncer

12 de outubro de 2017 - 14:15:02


Apesar do assunto não está relacionado a conflitos e nem guerras, o Conflitos e Guerras gostaria de repassar esse grande esforço no combate a essa doença maldita que já levou muitas tristezas a varias famílias.

A Administração Trump lançou seu apoio por uma parceria público-privada com 11 empresas farmacêuticas para promover uma nova classe de drogas que usa o sistema imunológico do corpo para combater o câncer.

A colaboração de cinco anos faz parte do Cancer Moonshot, um programa iniciado durante o governo Obama e liderado pelo ex-vice-presidente Joe Biden, cujo filho Beau morreu de câncer cerebral.

A Parceria para Acelerar Terapias do Câncer ou PACT dedicará US $ 215 milhões para identificar e testar assinaturas químicas no organismo, o que ajudará a prever quais pacientes se beneficiarão da imunoterapia com câncer.

Os parceiros da indústria farmacêutica incluem AbbVie, Roche Holding AG e Bristol-Myers Squibb, cuja droga Opdivo trabalha ao alistar as defesas do corpo para lutar contra tumores.

A Merck & Co Inc, cujo Keytruda lidera o campo em rápida expansão das imunoterapias, não está envolvida.

Em uma conferência de imprensa de quinta-feira, anunciando a colaboração, Reed Cordish, que dirige o Escritório de Inovação Americana, uma iniciativa liderada pelo genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, disse que o programa representa o "tipo de colaboração e parceria entre o setor privado e o governo que esta administração está tentando promover em vários setores ".

Eric Hargan, secretário interino do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, disse aos jornalistas: "Sob o presidente Trump, continuaremos a fazer investimentos significativos em curas contra o câncer. O avanço da grande medicina e ciência americana é uma prioridade máxima para esta administração ".

Os planos para a parceria começaram há dois anos sob a liderança do Dr. Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde. Collins disse que o grupo trabalhará para explicar por que as imunoterapias do câncer, que transformaram o tratamento para melanoma, leucemia e outros cânceres, não funcionam para mais pacientes.

"Ao padronizar e validar biomarcadores para imunoterapia enquanto desenvolvendo e explorando novos biomarcadores, esperamos avançar rapidamente em direção a um novo futuro de oncologia de precisão que beneficie todos os pacientes", disse Collins no briefing.

Pfizer Inc, Johnson & Johnson, Amgen Inc, Celgene Corp, Gilead Sciences Inc e GlaxoSmithKline Plc são parte do esforço, disse o NIH.

Os 11 parceiros contribuiriam até US $ 55 milhões, enquanto o NIH adicionaria cerca de US $ 160 milhões, com base na disponibilidade de fundos.

A parceria será gerida pela Fundação para os Institutos Nacionais de Saúde.

Fonte: Yahoo News

Marcadores: , , ,

4 de out. de 2017

Referendo na Catalunha, influencia oportunismo de separatistas no Brasil

04 de outubro de 2017 - 01:30:09 


Cédulas de papel serão distribuídas no próximo sábado, dia 7 de outubro, em 900 cidades brasileiras diante de quase 3 mil urnas informais com a seguinte pergunta: 

“Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”. 

Os interessados em participar da consulta informal, chamada Plebisul, sem validade legal, podem responder “sim” ou “não” na votação promovida pelo movimento “O Sul é meu país”. 

[post_ad]Em outubro do ano passado, 95,7% dos 617.543 participantes votaram pelo “sim”. A meta do movimento era atingir 1 milhão de pessoas, o equivalente a 5% dos eleitores do Sul.

A votação ocorre na semana em que o mundo assiste ao impasse na Espanha, com a tentativa de separação da Catalunha do território espanhol. Porém, no Sul, não é esperado nenhum tipo de violência na votação. 

“Será bem democrático e extremamente pacífico. Se a pessoa quiser ir na urna e votar ‘não’, ela tem o direito. Todo sulista tem o direito de não querer o Sul separado”, disse a VEJA Anidria Rocha, coordenadora do movimento no Rio Grande do Sul. 

Além disso, ela afirma que, diferentemente da Catalunha, o movimento não tem como declarar unilateralmente a separação do Brasil. 

“Ainda estamos na fase de consultar a população de forma extraoficial para que, no futuro, possamos ser um país próspero e independente.”

Apesar do desejo de formar um novo país com os estados do Sul, o grupo esbarra no primeiro artigo da Constituição brasileira que determina que o país é formado “pela união indissolúvel dos estados”.

Conscientes da barreira jurídica, os separatistas apelam para o direito internacional alegando que proibir a separação do Sul descumpre o princípio da “autodeterminação dos povos”. 

Para Luís Renato Vedovato, professor da Unicamp, entretanto, a situação do Sul não se encaixa nas prerrogativas reconhecidas internacionalmente. 

“O direito internacional só reconhece o direito à separação em três hipóteses: jugo colonial [quando o país é colônia de outro], dominação estrangeira [quando um país invade outro] e graves violações dos direitos humanos [como no caso do Kosovo, que foi separado da Iugoslávia]”, afirma.

O professor é autor de um artigo publicado em 2016 em um periódico científico da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em conjunto com Alexandre Andrade Sampaio. No texto, os docentes analisam as particularidades do movimento separatista do Sul. 

“O que a gente percebeu é que o movimento brasileiro é o único do mundo que não tem como reivindicação a busca de mais direitos para aqueles que querem libertar. Eles têm como pauta que o restante do país passou a ganhar mais”, disse Vedovato a VEJA.

De fato, são as diferenças econômicas no Brasil que mais indignam os separatistas que organizam o plebiscito. 

“O fator que mais nos leva a buscar a independência é o econômico. De tudo que mandamos [em tributos] para Brasília, somente 20% retorna”, disse Anidria. 

“O artigo 3º da Constituição determina que são objetivos fundamentais da República diminuir as desigualdades regionais. Normalmente, são as regiões mais ricas que vão produzir mais e receber menos em troca”, rebate Vedovato.

Como o plebiscito não tem validade legal e em 2016 chegou a ser proibido pela Justiça Eleitoral de Santa Catarina sob a alegação de que tentar separar parte do território nacional é considerado crime (a pena varia de quatro a doze anos de prisão), o grupo busca um caminho para que a consulta seja reconhecida futuramente. Por isso, além de votar “sim” ou “não” pela criação de um novo país, os participantes poderão assinar o texto para um “Projeto de Lei de Iniciativa Popular”, segundo Adelar Bitencourt Rozin, do departamento jurídico do movimento “O Sul é o meu País”. 

Pelo projeto, as assembleias estaduais de cada um dos três estados do Sul convocariam plebiscitos oficiais em 2018, simultaneamente às eleições de outubro do ano que vem. Para ser votado oficialmente, o projeto precisa ter assinaturas de no mínimo 1% dos eleitores de cada estado.

Fonte: Veja

Marcadores: , , , ,