16 de jun. de 2016

Rússia prepara-se para divulgar e-mails de Hillary Clinton

16 de junho de 2016 - 17:51:39

Fontes de inteligência confiáveis no ocidente já indicaram que receberam sinais de alerta de que o governo russo, em futuro próximo, divulgará o texto de mensagens de e-mail do correio pessoal da candidata presidencial às eleições dos EUA, Hillary Clinton, do tempo em que foi secretária de Estado.



A notícia corre em meio ao anuncio da OTAN que agora considera um ataque cibernético a membros da organização, como um ataque físico, ação essa que pode ativar o artigo 5 “defesa coletiva”

Leia: OTAN diz que agora tem motivos para atacar a Rússia.

A divulgação, segundo indicam os alertas, provam que a secretária Clinton efetivamente expôs segredos dos EUA à interceptação por agentes e interesses estrangeiros, ao pôr informes altamente sigilosos do governo num servidor privado – o que caracteriza violação da lei norte-americana; e que, como se suspeitava e agora se confirma, o servidor foi atacado e hackeado por serviços de inteligência de outros países.

Notícias recentes indicam que a decisão de divulgar o material interceptado seria tomada pelo presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e que possivelmente a divulgação fosse feita por terceiros (Wikileaks, por exemplo).

A mensagem vinda de Moscou, pela comunidade de inteligência, parecia indicar frustração com a lentidão da investigação pelo Departamento de Justiça dos EUA, do chamado “escândalo do servidor”, lentidão que parece poder ser tomada como evidência prima facie de que a lei norte-americana foi violada, no caso da secretária Clinton ter usado servidor privado para conduzir comunicações oficiais e várias vezes altamente secretas durante o período em que foi secretária de Estado.

Fontes norte-americanas indicam que a investigação conduzida pelo Departamento de Justiça focou-se mais na possibilidade de o servidor privado ter sido usado para encobrir mensagens nas quais a secretária Clinton teria discutido os ‘negócios’ quid pro quo com doadores privados da Fundação Clinton, em troca de influência na política dos EUA.

A evidência de que os russos estão de posse do material interceptado, contudo, visa também mostrar que além de violar a lei norte-americana que rege o modo de tratar documentos sigilosos (em relação à qual a secretária Clinton teria errado tão gravemente quanto o diretor da CIA David Petraeus ou o conselheiro de segurança nacional de Clinton Sandy Berger), os documentos interceptados incluem material altamente sigiloso, cujos cabeçalhos de classificação como tal foram removidos.

Fontes russas (e outras) já mostraram frustração com o ritmo da investigação no Departamento de Justiça, e com o empenho em renegar os aspectos de segurança nacional envolvidos no manuseio de material relevante para a inteligência.

A lerdeza na investigação parece significar que o governo de Barack Obama decidiu não avançar nas investigações, de modo a que não influenciem as eleições presidenciais em curso, para as quais o presidente Obama apoia a Sra. Clinton.

A discreta sinalização de Moscou, sobre possível vazamento daquelas mensagens, em momento em que ainda podem impactar as eleições norte-americanas foi concebida para pressionar os EUA para que acelerem a ação legal sobre o assunto, mas certamente teve muito a ver com preocupações russas sobre a possível política estratégica dos EUA no caso de Hillary Clinton chegar à presidência.

Além da infração a lei federal norte-americana no manuseio de material sigiloso, o servidor privado da Clinton sempre foi alvo primário conhecido, segundo analistas da GIS/Defense & Foreign Affairs, de ciberataques por agentes estrangeiros na guerra de operações de interceptação, especialmente por agentes da República Popular da China (RPC), da Rússia e da República Popular Democrática da Coreia, RPDC (“Coreia do Norte”), mas muito provavelmente também por outros agentes, dentre os quais os iranianos.

Fontes: Naval Brasil / Pravda.ru / US herald

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OTAN diz que agora tem motivos para atacar a Rússia

16 de junho de 2016 - 17:30:13

Na terça-feira, 14 de junho a OTAN anunciou que se um país membro da organização for vítima de um ataque cibernético por parte de um país não membro, tais como Rússia ou China, a OTAN pode ativar o artigo 5 "defesa coletiva" na qual exigiria que cada país membro da OTAN revidasse o ataque com uma guerra convencional.



A decisão preliminar para isso foi feita dois anos atrás, depois que a Crimeia foi anexada a Rússia. Essa decisão foi feita em antecipação da Ucrânia se tornar um país membro da OTAN, que ainda não aconteceu. No entanto, só agora a OTAN declarou que a guerra cibernética será inclusa como "guerra convencional" ao abrigo do disposto artigo de "defesa coletiva" do Tratado do Atlântico Norte.

OTAN alega que devido a ataques hackers russos na qual copiaram e-mails do computador da Hillary Clinton, pode constituir um ataque russo contra os Estados Unidos da América, e caso o presidente dos EUA declare essa ação como uma invasão russa ao EUA, seria um motivo para ativar a cláusula de defesa mútua da OTAN e assim exigir que todos as nações pertencentes a OTAN, se junte ao governo dos EUA em uma guerra contra a Rússia, logicamente se assim for decidido Norte Americano.

A OTAN teria produzido em 2013 (antes da guerra na Ucrânia) um vídeo contendo propaganda informativa alegando que "ciberataques" por pessoas na Rússia ou na China, podem comprometer a segurança nacional dos EUA, desencadeando em uma invasão por parte da OTAN aos dois países, caso o ataque seja considerado muito hostil,

No vídeo, um especialista de segurança nacional britânico, observa que esta seria uma "decisão eminentemente política" para o presidente dos Estados e que só poderia ser feito por um presidente norte americano, sendo que essa pessoa possui a autoridade legal para fazê-lo.

O vídeo produzido pela OTAN, deixou bem claro que qualquer líder de uma nação membro da organização, pode afirmar que a sua soberania foi "atacado" por parte da Rússia e iniciar uma guerra entre Rússia e OTAN.

No entanto, o vídeo também afirma que a OTAN não poderia aceitar automaticamente a alegação de um ciber-ataque, caso um chefe de estado assim solicitasse, ao invés disso, o pais atacante, teria que reivindicar o ataque, ou então, o pais atacado, comprovar o ataque.
Com a nova política da OTAN, anunciada em 14 de junho, um ataque cibernético se qualifica automaticamente como "uma guerra convencional" sendo desnecessário a comprovação do ataque ou reivindicação por parte do atacante.

Com tudo, essa informação ficou meio vaga nas notícias publicadas sobre o assunto.

No contexto do anúncio da OTAN feito no dia 14 de junho onde uma ciberguerra está na mesma condição de guerra física, o presidente americano, Barack Obama poderia declarar que os EUA foi invadido pela Rússia, quando os e-mails do Departamento de Estado da ex-secretária de Estado Hillary Clinton foram copiados por alguém na Rússia.

Esse assunto eleva as tensões entre Rússia e os Estados Unidos, e a comprovação disso, veio no mesmo dia, 14 de junho, quando a Reuters publicou uma manchete na qual "Moscou negou o envolvimento da Rússia em um ataque Hack aos EUA", e relatou que, "a Rússia também negou o envolvimento no corte da base de dados do Comitê Nacional Democrata, na qual fontes dos EUA disseram que os russos tiveram acesso a todas as pesquisas de oposição ao candidato presidencial republicano, Donald Trump ".

Em tempos anteriores, as espionagens eram tratadas como guerra e depois de revelações publicas onde os EUA estavam escutando as conversas telefônicas da chanceler alemã, Angela Merkel, espionagem tornou-se simplesmente uma parte da diplomacia de rotina (pelo menos para os Estados Unidos) mas, agora, sob a nova política da OTAN, pode ser tratado como sendo equivalente a uma invasão física de uma nação inimiga.

Nos próximos dias 08 e 09 de julho, em uma Cimeira da OTAN, que estará acontecendo no contexto do maior exercício militares da organização de todos os tempos, próximo as fronteiras da Rússia, que foi batizado de "Resolve Atlântico" e que para alguns analistas, é um exercício de invasão a Rússia, poderá ser discutido um plano de guerra contra a Russa a fim de se tornar consenso para toda a aliança. No entanto, mesmo se isso acontecer, não será tornada pública.

Fonte: Zero hedge

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