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OTAN diz que agora tem motivos para atacar a Rússia

16 de junho de 2016 - 17:30:13

Na terça-feira, 14 de junho a OTAN anunciou que se um país membro da organização for vítima de um ataque cibernético por parte de um país não membro, tais como Rússia ou China, a OTAN pode ativar o artigo 5 "defesa coletiva" na qual exigiria que cada país membro da OTAN revidasse o ataque com uma guerra convencional.



A decisão preliminar para isso foi feita dois anos atrás, depois que a Crimeia foi anexada a Rússia. Essa decisão foi feita em antecipação da Ucrânia se tornar um país membro da OTAN, que ainda não aconteceu. No entanto, só agora a OTAN declarou que a guerra cibernética será inclusa como "guerra convencional" ao abrigo do disposto artigo de "defesa coletiva" do Tratado do Atlântico Norte.

OTAN alega que devido a ataques hackers russos na qual copiaram e-mails do computador da Hillary Clinton, pode constituir um ataque russo contra os Estados Unidos da América, e caso o presidente dos EUA declare essa ação como uma invasão russa ao EUA, seria um motivo para ativar a cláusula de defesa mútua da OTAN e assim exigir que todos as nações pertencentes a OTAN, se junte ao governo dos EUA em uma guerra contra a Rússia, logicamente se assim for decidido Norte Americano.

A OTAN teria produzido em 2013 (antes da guerra na Ucrânia) um vídeo contendo propaganda informativa alegando que "ciberataques" por pessoas na Rússia ou na China, podem comprometer a segurança nacional dos EUA, desencadeando em uma invasão por parte da OTAN aos dois países, caso o ataque seja considerado muito hostil,

No vídeo, um especialista de segurança nacional britânico, observa que esta seria uma "decisão eminentemente política" para o presidente dos Estados e que só poderia ser feito por um presidente norte americano, sendo que essa pessoa possui a autoridade legal para fazê-lo.

O vídeo produzido pela OTAN, deixou bem claro que qualquer líder de uma nação membro da organização, pode afirmar que a sua soberania foi "atacado" por parte da Rússia e iniciar uma guerra entre Rússia e OTAN.

No entanto, o vídeo também afirma que a OTAN não poderia aceitar automaticamente a alegação de um ciber-ataque, caso um chefe de estado assim solicitasse, ao invés disso, o pais atacante, teria que reivindicar o ataque, ou então, o pais atacado, comprovar o ataque.
Com a nova política da OTAN, anunciada em 14 de junho, um ataque cibernético se qualifica automaticamente como "uma guerra convencional" sendo desnecessário a comprovação do ataque ou reivindicação por parte do atacante.

Com tudo, essa informação ficou meio vaga nas notícias publicadas sobre o assunto.

No contexto do anúncio da OTAN feito no dia 14 de junho onde uma ciberguerra está na mesma condição de guerra física, o presidente americano, Barack Obama poderia declarar que os EUA foi invadido pela Rússia, quando os e-mails do Departamento de Estado da ex-secretária de Estado Hillary Clinton foram copiados por alguém na Rússia.

Esse assunto eleva as tensões entre Rússia e os Estados Unidos, e a comprovação disso, veio no mesmo dia, 14 de junho, quando a Reuters publicou uma manchete na qual "Moscou negou o envolvimento da Rússia em um ataque Hack aos EUA", e relatou que, "a Rússia também negou o envolvimento no corte da base de dados do Comitê Nacional Democrata, na qual fontes dos EUA disseram que os russos tiveram acesso a todas as pesquisas de oposição ao candidato presidencial republicano, Donald Trump ".

Em tempos anteriores, as espionagens eram tratadas como guerra e depois de revelações publicas onde os EUA estavam escutando as conversas telefônicas da chanceler alemã, Angela Merkel, espionagem tornou-se simplesmente uma parte da diplomacia de rotina (pelo menos para os Estados Unidos) mas, agora, sob a nova política da OTAN, pode ser tratado como sendo equivalente a uma invasão física de uma nação inimiga.

Nos próximos dias 08 e 09 de julho, em uma Cimeira da OTAN, que estará acontecendo no contexto do maior exercício militares da organização de todos os tempos, próximo as fronteiras da Rússia, que foi batizado de "Resolve Atlântico" e que para alguns analistas, é um exercício de invasão a Rússia, poderá ser discutido um plano de guerra contra a Russa a fim de se tornar consenso para toda a aliança. No entanto, mesmo se isso acontecer, não será tornada pública.

Fonte: Zero hedge
OTAN diz que agora tem motivos para atacar a Rússia Reviewed by Conflitos Guerras on 14:40:00 Rating: 5
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