28 de mai. de 2017

China exige que EUA parem provocações no mar do Sul da China

28 de maio de 2017 - 23:37:25


O Ministério da Defesa da China voltou a exigir aos EUA que cessem suas manobras na região do mar do Sul da China porque isso ameaça a soberania e a segurança do país, informou a entidade militar chinesa em um comunicado.

"Voltamos a fazer um apelo aos EUA que tomem medidas eficazes para evitar incidentes semelhantes no futuro", diz a nota, salientando que as Forças Armadas chinesas "defenderão com firmeza a soberania e a segurança nacionais".
Mais cedo, a mídia norte-americana informou que, em 25 de maio, dois caças chineses J-10 se aproximaram a 30 metros de distância a um avião de patrulha P-3 Orion da Força Aérea norte-americana.

O incidente ocorreu a 240 quilômetros ao sudeste do espaço aéreo de Hong Kong.

O Ministério da Defesa chinês confirmou que o avião dos EUA estava cumprindo missões de reconhecimento ao sudeste de Hong Kong.

"De acordo com as regras estabelecidas, a aviação militar chinesa entrou em contato com o avião norte-americano por meio do identificador amigo-inimigo, a operação foi realizada de forma profissional e segura", sublinha o comunicado do Ministério da Defesa chinês.

O Ministério indica ainda que, recentemente, os EUA enviaram vários navios e aviões para a região do mar do Sul da China, o que ameaça a soberania da China e põe em perigo a vida dos militares chineses implantados nessa área.

Fonte: Sputnik / Últimos Acontecimentos

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Pentágono diz que guerra com a Coreia do Norte seria um desastre, inclusive para China e Rússia

28 de maio de 2017 - 23:30:24


Um possível fracasso diplomático e posterior guerra com a Coreia do Norte seria um desastre, representando uma ameaça para muitos países, incluindo a Rússia, disse o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, à CBS News em entrevista neste domingo.

"Este regime (norte-coreano) é uma ameaça para a região, para o Japão e para a Coreia do Sul. Em caso de guerra, eles seriam uma ameaça para a China e para a Rússia. Essa seria uma guerra catastrófica, se acontecerem combates e se não formos capazes de resolver esta situação por meios diplomáticos", alertou Mattis.
Mattis acrescentou que um possível conflito armado com a Coreia do Norte seria a pior guerra já vivida em gerações, devido ao fato de Pyongyang possuir "centenas de canhões de artilharia e lançadores de foguetes" capazes de alcançar a capital sul-coreana, Seul.
As tensões, em função das atividades militares da Coreia do Norte, aumentaram drasticamente nos últimos meses, depois de Pyongyang ter realizado vários testes nucleares e lançamentos de mísseis balísticos, violando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: Sputinik

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Japão fala em ação conjunta com o EUA após novo lançamento de míssil da Coreia do Norte.

28 de maio de 2017 - 23:24:03


A Coreia do Norte disparou mais um projétil a partir de sua costa leste, afirmaram as Forças Armadas sul-coreanas neste domingo (28).

Segundo o comunicado, acredita tratar-­se de um míssil balístico do tipo Scud, que percorreu 450 km e caiu no mar.

Pyongyang tem um amplo estoque de mísseis desse tipo, originalmente desenvolvidos pela União Soviética. Versões modificadas podem voar até 1.000 km.

Após o teste, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae­In, ordenou uma reunião do conselho nacional de segurança para analisar o ocorrido.

O Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe, também reagiu ao disparo e afirmou que os testes do país são uma prioridade para a comunidade internacional. 

"Trabalhando com os Estados Unidos, vamos tomar ações específicas para deter a Coreia do Norte."

Segundo o chefe­ de gabinete Yoshihide Suga, tudo indica que o projétil caiu em uma área do mar de uso exclusivo do Japão. 

"O míssil balístico disparado pela Coreia do Norte é altamente problemático da perspectiva da segurança da navegação e do tráfego aéreo e é uma clara violação de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou.

O governo norte americano informou ter monitorado a trajetória do projétil, que voou por seis minutos, e informado o presidente Donald Trump. O comunicado ressalta, porém, que o míssil não representa uma ameaça ao país.

Desde o ano passado, Pyongyang realizou dois testes nucleares e dezenas de lançamento de mísseis, apesar de sanções econômicas impostas pelas Nações Unidas.

Líderes do G7, o grupo que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo, qualificaram no sábado os testes de uma "ameaça grave" e se disseram dispostos a tomar medidas a respeito.

Acredita-se que a Coreia do Norte está ainda muitos anos longe de conseguir atingir alvos nos Estados Unidos, mas cada teste marca um desafio ao país.

Fonte: Folha de São Paulo

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19 de mai. de 2017

Crise Politica Brasil: Forças Armadas endossam apoio ao Presidente Temer

19 de maio de 2017 - 14:43:00



Brasília – O presidente Michel Temer adiou um encontro com os militares que estava marcado para às 9:30h desta Sexta-Feira, 19, no Palácio da Alvorada, onde receberia a solidariedade dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, ao lado do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Temer convidou os comandantes para um café da manhã, onde pretende lhe dar explicações sobre os últimos acontecimentos que abalaram seu governo, apresentar sua versão para o fatos e se defender.

O peemedebista está sendo pressionado a renunciar por causa das denúncias apresentadas em delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS, de que teria sugerido que o presidente avalizou a sua inicia de comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-­RJ), que está preso.

O gesto dos comandantes militares tem um importante componente político já que significará uma espécie de endosso das Forças Armadas a Temer, que é alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), está sob julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na mira de oito pedidos de impeachment no Congresso.

O Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, que estava a caminho do Timor Leste e retornou ao Brasil diante do agravamento da crise, desembarcará agora na manhã desta sexta na capital federal e também irá ao café da manhã.

Na Quinta-Feira, 18, os comandantes militares assistiram ao pronunciamento de Temer, negando que tenha tentado comprar o silêncio de Cunha e pedindo pressa nas investigações pelo STF, ao lado de Raul Jungmann, no gabinete do titular do Ministério da Defesa.

Na ocasião, a avaliação feita foi de que a fala de Temer foi “firme”, “contundente”, “convincente” e “curta, como deveria ser”.

As avaliações davam conta, ainda, de que, a partir de então, o momento era de esperar como o meio político reagiria, embora o entendimento inicial fosse de que não haveria debandada e os ministros se manteriam ao lado de Temer, pelo menos por enquanto.

O próprio Jungmann, cujo partido PPS pregava o afastamento do governo, na reunião, comunicou aos comandantes que permaneceria no cargo.

Em seguida, o ministro seguiu para o Planalto para confirmar sua decisão a Temer. Os militares acreditam ainda que as novas apurações e divulgações, assim como a reação do Congresso e das ruas a tudo isso é que definirão o que acontecerá no País.

Pouco mais tarde, coube ao comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas se pronunciar pelas redes sociais, defendendo o cumprimento de todas as regras constitucionais.

O comandante do Exército disse que “a Constituição Federal Brasileira há de ser sempre solução a todos os desafios institucionais do país. Não há atalhos fora dela!”.

A afirmação do general reflete o sentimento dos outros dois comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, que acabou fazendo o papel de uma espécie de porta-voz das Forças Armadas.

Os comandantes estão alinhados com o ministro da Defesa e entendem que a sua permanência no cargo contribui para a estabilidade no País.

Ressaltam, no entanto, que qualquer solução no País tem de vir seguindo todas as regras constitucionais escritas, como têm acontecido até agora.

Os militares estão tranquilos e acompanhando todo o desenrolar dos acontecimentos à distância. Esta solidariedade, no entanto, poderá ser alvo de críticas de diversos segmentos da sociedade e até mesmo da reserva das Forças Armadas.

Temer têm um excelente relacionamento com os comandantes militares. A aproximação entre eles se deu quando a ex-presidente Dilma Rousseff delegou a missão ao então Vice-Presidente de coordenar o Plano Estratégico de Fronteiras, que integra Forças Armadas e polícias no combate ao tráfico e contrabando vindo de países vizinhos.

Na ocasião, Dilma, que enfrentava uma de suas crises com o seu principal aliado, o PMDB, quis dar mais poder ao vice, que havia se sentido desprestigiado após atritos com o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, que havia acabado de deixar o cargo.

O desentendimento teria ocorrido antes da votação do Código Florestal, quando Palocci teria ameaçado tirar ministérios do PMDB caso seus parlamentares não obedecessem seguissem o entendimento do governo na votação da proposta. (Tânia Monteiro)

Fonte: Exame

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