24 de jul. de 2018

Israel rejeita proposta da Rússia para manter forças do Irã a 100 km de Golan

24 de julho de 2018 - 17:20:23

Autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira (24) que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou uma proposta russa de manter as forças iranianas longe da fronteira nas Colinas de Golan.

A Rússia teria proposto um acordo em que as forças iranianas dentro da Síria teriam que manter 100 quilômetros de distância do território ocupado por Israel.

Netanyahu, que estava em um encontro com Ministro de Exterior russo Sergey Lavrov, foi rápido para rejeitar a proposta, insistindo que Israel nunca irão permitir que os iranianos fiquem até 100 quilômetros de distância de Israel, próximos as Colinas de Golan.[post_ad]A comunidade internacional não reconhece a fronteira das Colinas de Golan, e ainda considera Golã como território sírio ocupado por Israel.

Israel tem reclamado à Rússia sobre a presença de forças iranianas dentro da Síria por meses. O Irã disse que não vai se retirar a menos que o governo sírio peça a eles. A Rússia tentou fazer com que Israel concordasse em parar de atacar sites sírios em troca de manter os iranianos longe da fronteira.

De acordo com o oficial israelense, Netanyahu deu a Lavrov uma lista de exigências quanto à presença militar iraniana na Síria:
  • O Irã precisa tirar todos os seus mísseis de longo alcance e armas da Síria.
  • O Irã precisa interromper a produção de munições de precisão na Síria.
  • O Irã precisa tirar todos os seus sistemas de defesa aérea da Síria.
  • As passagens de fronteira entre a Síria e o Líbano precisam ser monitoradas para impedir o contrabando de armas para o Hezbollah da Síria.
  • As passagens fronteiriças entre o Iraque e a Síria precisam ser fechadas e monitoradas para evitar a infiltração de milícias xiitas na Síria do Iraque.
É improvável que as autoridades israelenses aceitem qualquer acordo, em qualquer caso, tendo feito grandes esforços para insistir que todas as milícias xiitas na Síria são "iranianas", embora a esmagadora maioria seja de outros países. 

Isso fornece uma desculpa sob medida para continuar a atacar alvos militares da Síria indefinidamente, sob o pretexto de resistir ao Irã.

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19 de mai. de 2018

Congresso dos EUA considerará o reconhecimento da soberania de Israel sobre as colinas de Golan

19 de maio de 2018 - 09:09:22 


O Congresso norte americano deve considerar uma nova medida para reconhecer a soberania de Israel sobre a região das Colinas de Golan que separa Israel da Síria, uma parte fundamental do território que se tornou mais importante desde que a guerra civil na Síria trouxe vários combatentes jihadistas, incluindo aqueles apoiado pelo Irã, para aregião.

O deputado Ron DeSantis (R., Flórida), membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, apresentou na quinta-feira uma resolução que poderia levar ao reconhecimento histórico dos Estados Unidos de que a área contestada pertence a Israel, segundo uma cópia da emenda obtida pelo Washington Free Beacon.[post_ad]

Israel anexou as Colinas de Golã em 1981 após a Guerra dos Seis Dias no final dos anos 60 contra as nações árabes da região. Os Estados Unidos vêm declinando há décadas a tomada de decisão sobre o status desse território, mas seguindo a decisão do presidente Donald Trump de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, DeSantis e outros vêem uma oportunidade para os Estados Unidos reconhecerem que as Colinas de Golã faz parte de Israel

A emenda coloca os Estados Unidos do lado de Israel na disputa pelas terras e descreve as Colinas de Golã como uma peça chave do território que não pode cair nas mãos do Irã, que reivindicou na Síria e continua a ameaçar a fronteira norte de Israel.
"É o sentido do Congresso que as Colinas de Golã representam uma parte integrante do Estado de Israel e são cruciais para a capacidade de Israel de proteger suas fronteiras e manter sua existência", afirma a medida.
"Dada a guerra civil na Síria e a expansão da influência iraniana na Síria, os Estados Unidos deveriam reconhecer a soberania israelense sobre as Colinas de Golan", acrescenta a emenda.
O Comitê de Regras da Casa está de posse da medida, mas ainda precisa tomar uma posição.

DeSantis disse ao Free Beacon que as Colinas de Golan é um território chave para frustrar a influência iraniana em toda a região e o reconhecimento dos Estados Unidos de que esse território faz parte da soberania de Israel, poderia enviar uma mensagem poderosa a toda região.
"O contínuo tumulto na Síria e a firme expansão da influência iraniana, ilustram por que as Colinas de Golã são tão importantes para o Estado de Israel e a aliança antiterror", disse DeSantis.

"O Golã fornece a Israel um amortecedor necessário contra os atores malévolos que estão causando estragos na Síria".
"Se Israel for forçado a devolver o território, ele se deixará vulnerável a um aumento nos ataques terroristas das forças controladas pelo Irã e outros atores malévolos que usariam a região de Golan para realizar ataques contra os irsraelenses", disse DeSantis.
"De fato, Israel seria pressionado a evitar tais ameaças sem o Golã", explicou o legislador. "Dado o interesse dos EUA em reverter a influência iraniana e combater o terrorismo, é hora de os Estados Unidos reconhecerem a soberania israelense sobre as Colinas de Golã".
Assim como o recente reconhecimento dos Estados Unidos de que Jerusalém é a capital de Israel, o reconhecimento de que as Colinas de Golã não podem ser devolvidas à Síria, representa uma realidade factual no terreno, disse DeSantis.
"Não há cenário concebível em que faça sentido para Israel abandonar uma localização estrategicamente significativa para que os terroristas possam preencher o vácuo deixado para trás", disse ele.
Fonte: The Washington Free Beacon

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