1 de jul. de 2017

Atualização da crise no Qatar: Putin pede calma e Turquia envia mais tropas.

01 de julho de 2017 - 17:00:02


Três dias antes do início do ultimato da Arabia Saudita para o Qatar, um novo lote de tropas turcas desembarcou ontem sexta-feira (30) na base da Turquia situada no pais.


Na semana passada. Doha e Ankara anunciaram que participariam de um exercício conjunto a partir de segunda-feira.

O ministro da Defesa do Qatar, Khalid bin Mohammed al-Attiyah, visitou Ancara na quinta-feira (29) e se encontrou com seu homólogo turco, Fikri Ishik, e com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.






"O Qatar e a Turquia mantêm laços históricos e minha visita vem no contexto da promoção da cooperação de defesa entre os dois países", afirmou Al Attiyah.

Al Attiyah também reafirmou que não irá fechar a base turca no pais.

"O encerramento da Base Aérea Udeid no Qatar está absolutamente fora de questão", disse Attiyah.
A lista de exigências imposta ao Catar inclui:
  • O fim do apoio à Irmandade Muçulmana.
  • O encerramento da rede de televisão Al Jazeera,
  • A quebra dos laços diplomáticos com o Irã
  • O fechamento da base militar turca no emirado.

Alem de rejeitar as exigências saudita, o ministro da Defesa de Qatar, disse que o bloqueio imposto por vários estados árabes em seu país, é uma "declaração de guerra".

"Esta é uma declaração de guerra sem sangue", disse Attiyah em uma entrevista ao jornal Al-Araby Al-Jadeed, com sede em Londres, publicado na sexta-feira(30).

O ministro da defesa turca, Fikri Isik disse que os direitos do Catar devem ser respeitados para que haja uma resolução na disputa crescente entre Doha e seus vizinhos.
"Os problemas atuais entre os países (do Golfo), que são irmãos, devem ser resolvidos em breve com base em um diálogo sincero e respeito pelos direitos do Catar", disse Isik, durante uma reunião com o seu homólogo Qatari Khaled bin Mohammed al -Attiyah em Ancara na sexta-feira (30).
A Turquia é o único país muçulmano a sair em apoio ao Qatar depois que quatro nações árabes romperam os laços com o emirado e impuseram um boicote diplomático, de aviação e comercial ao emirado.

Rússia

Já o presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que o governo catariano colocasse a diplomacia em primeiro lugar para resolver a disputa árabe-Qatar. Putin fez um telefonema para Sua Alteza o Emir Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani para discutir com ele a situação atual de seu país.

O Kremlin confirmou aos meios de comunicação sobre a conversa telefônica que os líderes fizeram no outro dia.

Durante a conversa, os líderes também discutiram a cooperação entre os dois países em energia e investimento.

No início do sábado, o Kremlin disse que Putin falou com o rei Hamad bin Isa al-Khalifa de Bahrein por telefone sobre a disputa de Qatar.

Fonte: Debka files / Al Jazira / Outros

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29 de jun. de 2017

Oriente Médio a beira de uma guerra regional envolvendo Turquia, Arabia Saudita e Irã

29 de Junho de 2017 - 00:11:02


O chanceler do Bahrein, Khalid bin Ahmed Al Khalifa, ameaçou Qatar com "uma intervenção regional urgente", caso Doha não cumpra seus acordos com países da do Golfo.


Esta declaração coloca em destaque a questão da possibilidade de um conflito militar no golfo Pérsico e a questão do papel da Turquia na crise, pois uma das exigências ao Qatar, se trata do fechamento da base militar turca em território catariano.

Faik Bulut, especialista em questões do Oriente Médio, disse à Sputnik-Turquia que, 

"Ao apoiar o Qatar nesse conflito, a Turquia perdeu sua neutralidade e a possibilidade de se tornar um mediador para evitar um confronto aberto. Como resultado, assinala o especialista, agora estamos à beira de um conflito, onde a Turquia não poderá fazer nada a não ser lutar."

Abdullah Agar, especialista na área de segurança na luta contra o terrorismo e militar aposentado das forças especiais turcas, destacou que uma intervenção militar pode transformar a crise do Qatar em uma Terceira Guerra Mundial.

"O Bahrein que ameaçou o Qatar com uma intervenção, está agindo de acordo com as ordens da Arábia Saudita e no âmbito dos planos do Ocidente de dividir o Oriente Médio. É sabido que a posição da Turquia e do Irã se distingue radicalmente dos outros 13 países que assumem posição hostil em relação ao Qatar. São evidentes as tentativas do Ocidente de fazer com que os países da região entrem em confronto", disse ele.

A aproximação da Turquia e do Irã, significa o surgimento de uma nova configuração de forças possuidora de caráter antiocidental.

Abdullah Agar aponta que o Iraque e a Síria podem aderir a este bloco, porque essa coalizão conta justamente com os países que visam estabilidade na região.

"É claro que uma intervenção militar pode se transformar em uma guerra na região que, ao fundo de outros conflitos, pode se tornar em uma guerra mundial", concluiu Abdullah Agar.


Fontes: Sputnik News / Noticia-Final

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