2 de jun. de 2017

Terceira Guerra Mundial Camuflada: Mais um fronte da guerra hibrida é aberto, agora é nas Filipinas

02 de junho de 2017 - 11:40:24



Por Conflitos e Guerras

Mais um fronte da pouco conhecida guerra hibrida foi aberto nas Filipinas, local contrário a politica externa dos EUA.


Agora os focos de guerra hibrida estão espalhados em todos continentes.


Europa

Sendo essa guerra localizada na Ucrânia, onde rebeldes separatistas lutam pela independência de Donetsk e Lugansk. Os rebeldes são apoiados por forças russas, mas o Kremilin nega tal apoio.

Oriente Médio 

Nesta região, três guerras hibridas estão ocorrendo no Afeganistão, Iêmen e Síria, sendo a ultima a mais sangrenta e duradoura. Os rebeldes sírios lutam pela derrubada do atual governo de Assad, mas há também o Estado Islâmico que tem como objetivo montar um vasto califado muçulmano e para conseguir tal objetivo, impõem uma estrategia de espalhar o terror contra fieis não Islâmicos.

Os rebeldes são apoiados pelos países ocidentais, liderados pelos EUA e financiado por países árabes, há quem diga que o Estado Islâmico é uma criação norte americana com o intuito de servir na sua guerra hibrida no local.

Ainda no Oriente Médio, duas outras guerras hibridas ocorrem nesse momento, uma delas é no Iêmen, onde rebeldes conhecidos como Hutis que são apoiados e financiados pelo governo Iraniano, lutam com o intuito de conseguir o controle do pais, ponto estrategio para a entrada do Mar Vermelho e que sofre a influencia da Arabia Saudita, pais rival ao Irã.

Já a outra guerra está focada no Afeganistão, palco de um confronto direto contra o EUA e aliados em 2001 e que hoje passa pela situação de enfrentar a milicia Tiliban na qual luta pelo controle do país, controle esse que já lhe foi concedido antes de serem derrubados pela coalização liderado pelos americanos.

Há também a guerra no Iraque, que tem o seu foco em Mosul, berço do Estado Islâmico, mas que se espalhou pelo país chegando bem próximo a capital.

Africa

No continente africano, podemos encontrar dois países que também sofrem com a chamada Guerra Hibrida, mais especificamente na Nigéria, onde o grupo radical islâmico Boko Haram impõem uma sangrenta batalha pelo controle dos principais pontos petrolíferos do pais. Esse grupo chegou a declarar fidelidade ao Estado Islâmico.

America do Sul

Há outros locais nos quais ainda não podem ser considerados parte de uma grande guerra hibrida, mas estão bem próximos de entrarem para a lista. Uma delas fica aqui próximo do Brasil, a nossa vizinha Venezuela que passa por uma crise humanitária de grandes proporções alem de politica e econômica.

A grande diferença aqui, é que ainda não foi estabelecido exércitos irregulares, nem milicias com a participação de estrangeiros. Essa estrategia é um pouco complicada de ser utilizado por esses lados, já que não é costume ter radicais religiosos ou fanáticos no ocidente, então o foco se concentra em golpes políticos, crises econômicas e calamidades humanitárias, estrategia essa que tem o objetivo de minar a longo prazo, toda o sistema sócio politico e econômico do pais, deixando a tarefa de mudança de poder, por parte dos próprios cidadães. 

Agora, mais um fronte foi aberto nessa Terceira Guerra Mundial não convencional.

O novo alvo é as Filipinas, onde um grupo de simpatizantes do Estado Islâmico, conquistou grande parte de Marawi, uma cidade ao sul do país, onde muitos são contrários ao atual governo. 


As forças armadas do país disseram que o grupo jihadistas inclui muitos combatentes estrangeiros além de filipinos fortemente armados.

Os militares estão realizando ataques aéreos na tentativa de recuperar o controle de Marawi, localizado na ilha de Mindanao. 


Oficialmente, mais de 100 pessoas morreram e 70 mil fugiram desde que os terroristas tomaram o controle do local nas últimas semanas.

Entre os mortos, estão dezenas de cristãos que foram assassinados simplesmente por serem seguidores de Jesus Cristo.

Noventa e três por cento da população das Filipinas é cristã.

O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque que ocorreu na quinta-feira (01) a um resort em Pasay City, perto do Aeroporto de Manila, nas Filipinas. Tiros e explosões foram ouvidos no local. Policiais, caminhões do corpo de bombeiros e dez integrantes da Swat foram direcionados para o Resort World Manila.

Guerra Hibrida

Mas o que é essa tal de Guerra Hibrida? Como ela começa e como ela se mantem?

Sobre as palavras do General Russo, Valery Gerasimov a guerra hibrida tem como métodos de conflito, o amplo uso de medidas não militares, políticas, econômicas, informativas, humanitárias dentre outras. Tudo isso, segundo ele, pode ser completado pela ascensão da população local como uma quinta coluna e por esconder forças armadas, que não participam declaradamente do conflito. 

Gerasimov citou o teórico militar soviético Georgii Isserson onde ele diz:

"A mobilização não ocorre depois de uma guerra declarada, mas despercebida, que prossegue muito antes disso.”

Em uma simples forma explicativa, o processo da guerra hibrida é estabelecida da seguinte maneira.
  • Primeiro é criado um clima de instabilidade econômica, politica ou cultural no país alvo.
  • Então se inicia um processo de divisão ideológica na população, com o objetivo de separa as opiniões e enfraquecer a opinião unitária.
  • Após a divisão ideológica, começa a estrategia de desinformação e manipulação das massas através dos veículos de informação locais e até mesmo fora do país.
  • Grupos ou milicias são formadas nos locais onde há um forte anseio separatista ou em regiões contarias ao atual regime.
  • Começa então o financiamento dos grupos ou milicias junto da organização de violentos protestos em locais estratégicos.
  • Especuladores internacionais complementam a situação, gerando instabilidade financeira e a corrida para estocar mantimentos seguido da retirada de dinheiro dos bancos, agravando ainda mais a situação.
  • Com a população assustada e divida, os primeiros protestos são instaurados, forçando o envolvimento das forças militares.
  • Depois que o conflito chega a grandes proporções, instituições internacionais condenam o uso da força contra a própria população por parte do governo e o envio de força para auxiliar os civis, é enviada.
  • A população que agora está envolvida em uma guerra por procuração, recebe armamentos e treinamentos militares.
  • Começa então as sanções econômicas que tem o intuito de enfraquecer ainda mais o governo.
  • Soldados de ambos países, são implementados secretamente no meio dos civis que por final, acabam por se tornarem exércitos irregulares que agora lutam diretamente contra as forças armadas locais gerando então a grande guerra hibrida.
Claro que isso vai depender de região para região, onde é feito um estudo da cultura local e quais métodos serão usados.

Se um país, onde a cultura é focada na religião, essa será usada para criar extremistas religiosos. já em lugares onde a cultura é mais nacionalista, é criado grupos políticos extremistas.

Hoje o mundo vive uma nova geração de guerra, onde a Terceira Guerra ocorre de forma imperceptível. Os analistas afirmam que essa nova forma de fazer guerra não é muito recente, já existiam nos anos de 1950 porem foi reformulada para não levantar o descontentamento das populações contarias as guerras convencionais.

No artigo Hybrid Warfare: Fighting Complex Opponents from the Ancient World to the Present (Guerra Híbrida: Combatendo Oponentes Complexos desde o Mundo Antigo até o Presente), editada por Williamson Murray e Peter R. Mansoor, podemos entender mais o assunto que traz uma perspectiva essencialmente histórica e centra-se na guerra híbrida como a combinação de forças irregulares convencionais e empregadas em conjunto.

E no Brasil, estamos envolvidos em uma Guerra Hibrida?

Se pararmos para analisar os conceitos ocidentais de guerra hibrida, podemos dizer que sim, já que passamos por uma disputa politica onde blocos de influencia tanto internas quanto externas, tentam ganhar o controle das nossas principais instituições.

Há uma disputa clara de poder para aqueles que conseguem perceber e para aqueles que não conseguem perceber, segue a estrategia da não detecção da Guerra Hibrida, o importante é saber se isso seguirá para um conflito mais amplo envolvendo exércitos irregulares que nem ocorre hoje na Ucrânia.

Muitos acreditam que essa possibilidade é quase que nula de ocorrer no Brasil, pois a cultura do nosso povo é muito pacifista, então fica mais fácil o controle por meios políticos e sociais, sem dizer a distancia do Brasil em relação aos outros países rivais que disputam o controle hegemônico global, o que dificultaria o envio de tropas e armamentos de grande porte.

No mais, a Terceira Guerra Mundial segue a todo vapor, sem levantar suspeita e sem o envolvimento direto das forças conflitantes.

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20 de out. de 2016

Governo da Filipinas rompe relação com os EUA

20 de outubro de 2016 - 26:58:42 


O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, anunciou sua "separação" dos Estados Unidos nesta quinta-feira (20), declarando que o país "perdeu" e que ele se realinhou com a China, já que os dois concordaram em resolver suas desavenças sobre o Mar do Sul da China por meio de conversas.

Duterte fez seus comentários na China, onde está em visita com ao menos 200 empresários para abrir caminho ao que classifica como uma nova aliança comercial no momento em que as relações com os EUA, aliados de longa data, se deterioram.

Seu secretário de Comércio, Ramon Lopez, disse que serão assinados acordos no valor de US$ 13,5 bilhões.

Os esforços de Duterte para se alinhar com a China, meses depois de um tribunal de Haia arbitrar a favor das Filipinas nas disputas referentes ao Mar do Sul da China, marcam uma reversão na política externa desde que o ex-prefeito de 71 anos assumiu o cargo em 30 de junho.

"Agora a América perdeu", disse Duterte a empresários chineses e filipinos em um fórum no Grande Salão do Povo ao qual compareceu o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli.

"Eu me realinhei em seu fluxo ideológico e talvez também vá à Rússia conversar com [o presidente russo, Vladimir] Putin e lhe diga que há três de nós contra o mundo -- China, Filipinas e Rússia. É o único caminho", acrescentou.

"Com isso, neste local, excelências, neste local eu anuncio minha separação dos Estados Unidos", disse Duterte ao som de aplausos. "Eu me separei deles. Então dependerei de vocês para todo o sempre. Mas não se preocupem. Também iremos ajudar, como vocês nos ajudam."

Fonte: Noticias ao Minuto.

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9 de out. de 2016

Presidente das Filipinas ameaça quebrar relações diplomática com os EUA

09 de outubro de 2016 - 08:12:04

Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte advertiu que irá quebrar os laços entre Manila e Washington, caso os EUA continuem a tratar os filipinos como se fossem "escravos".


Rodrigo Duterte - Presidente das Filipinas

"Enquanto eu estiver aqui, não irão nos trataram como escravos, porque eles vão se arrepender. Eu não vou falar. Eu tenho passagem livre para a China. O Governo de Washington tem de mostrar algum respeito para o povo filipino “, disse Duterte sábado.

Em um discurso para seus concidadãos no sul da cidade de Davao, o presidente das Filipinas salientou que se os EUA não respeitarem o povo filipino, seus direitos e sua soberania ", poderão perder Filipinas."

O governo filipino aproveitou para informar que irá "reavaliar," a patrulhar e manobras conjuntas com os EUA em águas do Mar do Sul da China.

"Este ano será a última", disse Duterte, para confirmar as declarações na sexta-feira do ministro da Defesa Filipino, Dolphin Lorenzana, sobre o assunto.

Filipinas e EUA viver uma guerra de palavras desde a chegada ao poder do presidente das Filipinas em junho passado. Duterte denuncia a hipocrisia de Washington e repreende os massacres perpetrados no início do século XX no sul das Filipinas, quando o país era uma colônia americana.

O evento mais alto ocorreu quando, Duterte em setembro passado, insultou o governo americano que criticou, a sua controversa campanha anti-drogas do Governo de Manila.

O chefe de Estado informou que está disposto a substituir seus contratos de compra de armas com os EUA por Rússia e China.

Em suas declarações mais recentes, Duterte desafiou o centro de inteligência norte americano, a CIA, em derrubá-lo do poder.

Efeito Durtete

Militares norte-americanos retiram equipamentos do sul das Filipinas. Unidades militares norte-americanas começaram a retirar alguns dos seus equipamentos, na cidade de Zamboanga, sul das Filipinas, incluindo veículos de transporte.

Adicionar image © AP/Bullit Marquez - Militares norte-americanos retiram equipamentos do sul das Filipinaslegenda

A polícia de segurança da aviação, confirmou a chegada de um avião de transporte C-17, dos EUA, ao Aeroporto Internacional de Zamboanga, na terça-feira, onde retirou alguns veículos de serviços e equipamentos das tropas norte-americanas.

O chefe da polícia de segurança da aviação, Insp Senior. Roderick Salem, disse que o pessoal de segurança norte-americano veio aqui para garantir o embarque, inclusive de veículos de serviço, perto da torre de controle, em Globe Master, em seguida o avião C-17, levantou voo.

Salem disse que militares dos EUA coordenaram a chegada do avião de transporte com a Autoridade de Aviação Civil das Filipinas (CAAP). No entanto, eles não especificaram o calendário, por razões de segurança.

Oficiais militares do Western Mindanao Command (Westmincom) – Comando Ocidental de Mindanao, não quiseram comentar sobre o relato da retirada dos equipamentos. A embaixada dos EUA, em Manila, também não emitiu nenhum comunicado.

Os militares dos EUA, sob o programa da Força Tarefa de Articulação de Operações Especiais nas Filipinas – Joint Special Operations Task Force-Philippines (JSOTF-P) – terminaram sua missão em fevereiro de 2015, e retiraram suas tropas, que foram implantadas em rodízio por 13 anos, fornecendo assistência técnica e treinamento aos seus homólogos filipinos.

No entanto, os militares dos EUA mantiveram alguns dos seus funcionários em bases de ligação, deixando alguns serviços e equipamentos.

No início deste mês, o presidente Duterte disse que quer as forças militares norte-americanas fora de Mindanao e culpou os EUA de inflamar as insurgências muçulmanas na região.

Duterte também disse que não iria permitir que as forças do governo realizassem patrulhas conjuntas nas águas disputadas, perto do Mar da China Meridional, com potências estrangeiras, aparentemente, demolindo um acordo alcançado com os militares dos EUA, no início deste ano.

Estilo Diplomático

Duterte teve uma relação difícil com os Estados Unidos desde que ganhou a eleição presidencial, em maio. Ele disse que está traçando uma política externa que não dependa dos EUA, e tem tomado medidas para reavivar os laços com a China, que estavam tensas devido a conflitos territoriais de longa data, no Mar do Sul da China.

O porta-voz, Pantaleon Alvarez, manifestou apoio a orientação da política externa independente de Duterte.

Ele disse que as administrações anteriores haviam aderido às políticas dos países ocidentais, particularmente dos EUA e dos membros da União Europeia.

“E agora, pela primeira vez, estamos vendo que o Presidente está seguindo nosso próprio interesse nacional. Talvez não estejamos acostumados a isso “, disse Alvarez.

Ele acrescentou que a condução da política externa é prerrogativa do presidente “e por isso, o estilo particular da diplomacia do presidente Duterte deve ser respeitada.”

“A diplomacia é uma questão de estilo do líder. Assim, a administração deve seguir seu estilo de diplomacia “, disse ele.

Alvarez lembrou que os países que querem suspender ou impor condições à sua ajuda para as Filipinas, como um desdobramento da retórica de Duterte e sua campanha anti-drogas, poderiam fazê-lo.

Ele disse que é hora “de afirmar a soberania do nosso país e evitar a excessiva dependência de ajuda externa.”

Alvarez expressou confiança de que o governo ainda poderá fornecer os serviços necessários para o povo e prosseguir os seus programas de desenvolvimento, mesmo com pouca ou nenhuma ajuda do estrangeiro.

Fontes: TAS  / Radio Shiga

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