15 de dez. de 2017

Fim da dependência dos EUA? União Europeia assina um Pacto de Defesa Mutua independente a OTAN

15 de dezembro de 2017 - 09:52:03 


Por Conflitos e Guerras

Apos a saída da Grã-Bretanha do bloco, a UE conseguiu aprovar e assinar um pacto de defesa mutua envolvendo 25 países, uma ambição antiga de 70 anos.

O pacto que ficou conhecido como Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) prever a criação de 17 projetos voltados a área defesa mutua entre os participantes. Dentre esses projetos, a Alemanha irá liderá 4 dos principais, que serão:
  • Criação de uma unidade médica pan-europeia.
  • Criação de um centro de logística integrado. 
  • Criação de um centro de missões e treinamento conjunto.
  • Iniciativa para a criação de uma força militar de resposta rápida para conter crises e conflitos.
[post_ad]Durantes anos, esse pacto vinha sendo barrado pela França, que votou varias vezes contra na década de 50, e pela Grã-Bretanha, contrária a criação de uma unidade militar europeia.

Mas com a saída dos britânicos e a eleição de Emmanuel Macron na França, o pacto finalmente saiu do papel.

Outra grande preocupação, era de que esse pacto pudesse enfraquecer a OTAN, já que os dois blocos militares poderiam a vir ter diferentes visões politicas, mas o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk disse que isso será o contrario.

Tusk disse o seguinte sobre essa preocupação:
"Durante muitos anos, o argumento mais forte contra o PESCO foi o receio de que isso levaria ao enfraquecimento da OTAN, mas é exatamente o oposto. Uma forte defesa europeia fortalece naturalmente a OTAN

É por isso que o PESCO não é apenas uma boa notícia para nós, mas também é uma boa notícia para nossos aliados e más notícias para nossos inimigos".
O grande incetivo para criação desse pacto, se deve principalmente por dois fatores.

Uma forte e crescente ameaça da Rússia que teve o seu pico durante a anexação da Crimeia, onde os países europeus foram fortemente contrário, mas não puderam lançar uma resposta adequada por conta da recusa da OTAN em ajudar um pais não membro.

E a grande dependência militar que a Europa tem com os EUA, esse que exigiu um gasto maior dos países europeus para que eles pudessem ter maiores garantias norte americanas. 

Pesou também a fala de Donald Trump, onde segundo ele, os EUA poderiam não honra o Artigo 5 da OTAN que prevê a defesa mutua entre os membros caso algum pais da organização seja atacado.

O Bloco Europeu por diversas vezes se sentiu frustrado por não ter conseguido resolver crises no continente devido a essa dependência.

Uma delas foi durante a guerra dos Bálcãs na década de 1990, na qual foi confiada a OTAN liderada pelos EUA, uma intervenção para acabar com o derramamento de sangue na região, intervenção essa que demorou bastante a acontecer.

A outra foi durante a guerra na líbia em 2011, onde inicialmente, uma campanha aérea franco-britânica não teve ótimos resultados, já que seus equipamento e munições eram insuficientes para impor a derrubada do regime de Muammar al-Gaddafi e com isso, tiveram que recorrer aos EUA mais uma vez.

Para nós do Conflitos e Guerras, esse é o grande sentimento Europeu, ter um bloco militar completamente independente dos EUA e com certeza, será bastante conflitante, não só com os americanos, mas também com os ingleses, já que a maioria dos projetos são liderados pelos Alemães, que costumam ser contrários a maioria das decisões da OTAN e da Inglaterra.

Membros do Pacto

O nem todos os países da Unidão Europeia e da Europa aderiram ao pacto, mas podem vir a fazerem parte mais pra frente.

Segue um lista dos países membros e os não membros, a quantidade de projetos na qual cada país participa e suas posições nelas.

Países
Projetos Participante e Suas Posições Como Membro
LiderançaMembroObservadorTotal
Itália 412016
Alemanha 43310
Grécia27110
França2248
Espanha110516
Holanda1629
Bélgica15410
Eslováquia1315
Lituânia1135
Portugal09514
Chipre0617
Irlanda0617
Croácia0505
Áustria0404
Romênia0404
Bulgária0336
Hungria0336
Finlândia0325
Suécia0303
Eslovênia0257
Luxemburgo0235
Polônia0202
Republica Checa0156
Estônia0145
Letônia0101

Países Europeu Não Membros
PaísesUnião EuropeiaOTAN
AlbâniaNãoSim
AndorraNãoNão
ArmêniaNãoNão
AzerbaidjãoNãoNão
BielorrússiaNãoNão
Bósnia-HerzegovinaNãoNão
DinamarcaSimSim
GeórgiaNãoNão
IslândiaSimSim
LiechtensteinSimNão
MacedôniaNãoNão
MaltaSimNão
MoldáviaNãoNão
MônacoNãoNão
MontenegroNãoNão
NoruegaSimSim
Reino UnidoNãoSim
RússiaNãoNão
San MarinoNãoNão
SérviaNãoNão
SuíçaSimNão
TurquiaNãoSim
UcrâniaNãoNão

Veja como ficou o mapa gráfico dos países membros referente aos 5 principais projetos de defesa mutua.

Logística e Mobilidade Militar


Membro Líder - Somente MembroObservadores
_______________________________________________________________________________________________________

Unidade médica Pan-Europeia


Membro Líder - Somente Membro - Observadores
_______________________________________________________________________________________________________

Unidades de resposta rápida contra crises
Membro Líder - Somente Membro - Observadores
_______________________________________________________________________________________________________

Centro de Resposta Rápida Contra ataque Cibernéticos
Membro Líder - Somente Membro - Observadores
_______________________________________________________________________________________________________

Canal Direto de Radio para Defesa Mutua
Membro Líder - Somente Membro - Observadores

Basta analisar agora como sera a harmonia entre os dois blocos militares, a OTAN e a PESCO, mas uma coisa é bem certa, a maior beneficiada com isso será a Ucrânia, já que o presidente da PESCO assinalou que pretende ajudar Kiev na sua luta contra o separatistas apoiados pela Rússia.

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14 de mar. de 2017

Turquia ameaça os EUA e intensifica a tensão com a Holanda e a UE

14 de março de 2017 - 09:01:06 



Depois de um final de semana muito tenso, o confronto entre a Holanda e a Turquia se intensificou. 


Ankara, através do seu vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmus, anunciou uma série de medidas de retaliação, uma delas é a suspensão de relações diplomáticas de alto nível com Haia e o encerramento do espaço aéreo turco para diplomatas holandeses, de facto impedindo o embaixador holandês, 

Em férias, para viajar de volta para Ancara. O governo de Erdogan anunciou ainda que pedirá a "revisão" de um tratado de amizade entre os dois países. 

"Há uma crise muito profunda que não iniciamos nem levamos a este nível", disse Kurtulmus durante uma conferência de imprensa no final de uma reunião semanal do governo.

Os apelos da UE e da OTAN para que o governo "baixe o tom" e adotar uma "abordagem medida" para ambos os aliados caíram não surtiram efeitos. 

Na verdade, a Turquia lançou uma nova ameaça, desta vez dirigida a toda a UE sobre uma questão-chave. O ministro turco Omer Celik, anunciou que pretende rever a acordo sobre a imigração que mentem com a Europa,



E o presidente Erdogan também levantou o tom, acusando a Alemanha de apoiar o terrorismo apenas porque expressou sua solidariedade para com os Países Baixos. 

O incidente diplomático, que iniciou-se no sábado (11), depois que o governo de Haia rejeitou o desembarque do ministro das Relações Exteriores turco no país. O ministro era aguardado em Roterdã para um comício.

A Turquia disse que vai apelar ao tribunal de direitos humanos e convocou o principal funcionário diplomático holandês no país para protestar contra a maneira como seu ministro das Relações Exteriores e ministro da Família, Fatma Betl Sayan Kay, foram tratados quando procuraram ir ao consulado em Roterdã Endossar um referendo constitucional em 16 de abril na frente de centenas de Pro-Erdogan manifestantes. 

Os Países Baixos pediram a Ancara que retire as acusações de "fascismo e nazismo", caso contrário, as "relações" entre os dois países "continuarão difíceis", disse o vice-primeiro-ministro Lodewijk Asscher. (ANSAmed).

Critica a UE

A Turquia criticou a União Européia por ter se unido aos Países Baixos em uma disputa diplomática sobre os planos dos ministros turcos de fazer campanha no país.

A Turquia disse que a posição da UE "empresta credibilidade" aos extremistas.

Uma declaração do ministério das Relações Exteriores da Turquia dizia que a posição da UE sobre a Turquia era "míope" e "não trazia valor" para a Turquia.

Disse que o bloco europeu, que convidou Turquia para cessar declarações excessivas, "ignorou a violação (holandesa) de convenções diplomáticas e da lei".

A censura é sobre a recusa dos Países Baixos em permitir que dois ministros turcos façam campanha e cortejam os votos dos turcos elegíveis para votar em um referendo de 16 de abril sobre a expansão dos poderes do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Na segunda-feira, a Turquia impôs uma série de sanções políticas contra os Países Baixos, incluindo a suspensão das discussões políticas entre os dois países.


Ameaça aos EUA

Os Estados Unidos enviaram tropas para combater o Estado Islâmico e tomar a cidade de Raqqa que foi proclamado pelos terroristas, como a sua capital de fato.

No entanto, a ação dos EUA aumentou as tensões com a Turquia, parceira da OTAN e aliada nominal, e expôs com força as rivalidades geopolíticas cada vez mais complexas que surgiram no norte da Síria. Eles vêm em meio aos preparativos finais para a batalha de Raqqa,

Ancara está em desacordo com os Estados Unidos sobre quais forças devem liderar o ataque final contra Raqqa, que deverá ser desencadeado nas próximas semanas.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, advertiu que as relações de Ancara com os Estados Unidos poderiam ser "gravemente danificadas" se os americanos continuassem a apoiar as Forças Democráticas da Síria, uma aliança dominada pelo Curdistão que foi o parceiro mais confiável dos Estados Unidos no turbilhão sírio.

Fontes: Independent / UPI

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