18 de jan. de 2019

Bielorrússia emite aviso que Moscou pode perder o seu único aliado no Ocidente

18 de janeiro 2019 - 1050:16 

O líder da Bielorrússia advertiu severamente a Rússia dizendo que Moscou poderia perder seu aliado se não oferecer uma compensação pelos altos preços do petróleo proposto na manobra fiscal russa.


A declaração do presidente Alexander Lukashenko ocorre em meio a uma amarga disputa energética que tem prejudicado os laços estreitos entre os dois vizinhos e aliados.

O líder bielorrusso, que governa a ex-república soviética de 10 milhões de habitantes com mão de ferro por quase um quarto de século, conta com empréstimos e energia barata da Rússia. 

A Bielorrússia exporta alguns produtos de petróleo produzidos com o petróleo russo a um preço bastante barato, e a decisão de Moscou em elevar o preço do fornecimento de petróleo bruto para a Bielorrússia vai custar cerca de $ 11 bilhões em receita perdida nos próximos seis anos, de acordo com estimativas oficiais.

Lukashenko realizou várias reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin, no ano passado com o intuito de conseguir compensações, mas não conseguiram resolver a disputa.
"Se a liderança russa optar por esse rumo e pela perda de seu único aliado no Ocidente, seria a escolha deles", disse Lukashenko a seus funcionários. 
Ele ordenou que eles encontrassem fontes de receita alternativas ao dos russos. 
"Não devemos considerar isso uma catástrofe."
A Rússia e a Bielorrússia assinaram um acordo sindical que prevê estreitos laços econômicos, políticos e militares o chamado "Estado de União", porem... alguns bielorrussos temem que Moscou possa usar o acordo como pretexto para anexar o seu vizinho, preocupações essas alimentadas pela anexação da península da Crimeia, na Ucrânia, em 2014.

Lukashenko rejeitou na quinta-feira (17) a ideia de que a Rússia e a Bielorrússia possam se fundir como uma "conversa boba".

"Ninguém pode forçar a nossa fusão e nós concordamos com o presidente da Rússia que a questão da unificação não está na agenda."

Apesar das palavras de Lukashenko muitos analistas externo e interno, tanto da Rússia quanto da Bielorrússia acreditam que essa unificação é só questão de tempo.

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5 de mar. de 2017

OTAN pode declarar guerra a Rússia caso Moscou tenha manipulado as eleições dos EUA

05 de março de 2017 - 02:10:06 

Segundo o vice-comandante supremo da OTAN Europa, "notícias falsas", ataques de hackers e tentativas de impacto político podem ser equiparados a um ataque à aliança.

O vice comandante supremo da OTAN na Europa, o general britânico, Adrian Bradshaw, não descartou que as "notícias falsas", os ataques de hackers e o impacto político contra um dos países da organização, podem ser consideradas um ato de agressão contra toda a aliança.

Segundo Bradshaw, tais ações podem estar em conformidade com o Artigo 5 do Tratado de Segurança Coletiva da OTAN, que estabelece que "um ataque armado contra um ou mais membros será considerado um ataque contra todos eles".

"É uma decisão política, mas não é fora de questão que a agressão flagrante, em um domínio diferente da guerra convencional pode ser considerada como o Artigo Cinco", disse o general ao jornal, respondendo à pergunta se o Artigo 5 Aplica-se a desinformação ou interferência nas eleições.

Bradshaw acrescentou que a organização "declarou o ciber-ataque como um domínio na guerra, ao lado do ar, do mar, das forças especiais e da terra".

"É difícil imaginar qualquer conflito futuro que não inclua um elemento cibernético substancial", disse ele. 

"Não é apenas a ameaça de ataque militar, mas é uma série de outras medidas, incluindo atividades secretas, paramilitares e não-militares, algumas das quais serão coordenadas pelos braços da inteligência da Rússia", disse Bradshaw em janeiro.

"E nós, como a OTAN, precisamos ter nossa antena sintonizada com os sinais de que esse tipo de atividade hostil está acontecendo", acrescentou o general.

Os serviços especiais dos EUA sob o governo de Obama, acusaram a Rússia de uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais no país, no entanto, nenhuma evidência foi fornecida. Moscou nega categoricamente as acusações, chamando-as de infundadas e desesperadas.

Mais cedo, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, manifestou preocupação com o crescente número de ataques de hackers contra instalações da aliança e disse que a OTAN está pronta para usar o artigo sobre autodefesa coletiva no caso de ataques cibernéticos. 

Stoltenberg também enfatizou que a aliança não vê nenhuma ameaça imediata da Rússia para o flanco oriental da OTAN.

Fonte: South Front

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