18 de set. de 2017

General Mourão que sugeriu uma intervenção militar no Brasil para resolver crise política, pode ser punido pelo Exercito

18 de setembro de 2017 - 15:40:02



Noticia retirada do jornal O Globo

O Secretário de economia e finanças do Exército, o general Antonio Hamilton Mourão mandou às favas a lei e os regulamentos de sua Arma ao admitir na última sexta-feira, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, que “uma intervenção militar” poderá acontecer se o Judiciário “não solucionar o problema político”. 

Fardado e à vontade, Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil".

Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento, mas que ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

Militar na ativa, como é o caso de Mourão, não pode falar de assuntos políticos em público. É o que diz a lei. Quem fala em nome das Forças Armadas é o ministro da Defesa. Cada Arma tem seu comandante que fala por ela. O Poder Militar é subordinado ao Poder Civil. O presidente da República é o comandante das Forças Armadas.

Mourão é reincidente. Em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo atual comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília.

Havia feito críticas ao governo da então presidente da República (Dilma Russef). Perdeu o comando sobre tropas e ganhou o comando de uma mesa. Não aprendeu nada com a punição.

Na palestra para seus irmãos maçons, Mourão definiu-se orgulhoso como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência". Tal comunidade, que se estruturou depois do golpe militar de 1964, forneceu torturadores e assassinos que atuaram em defesa do regime durante seus 21 anos. 

Para Mourão, a sociedade brasileira carece de coesão cívica.
“Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção ou então sai brigando entre si em qualquer jogo”, observou.

“Se o Judiciário for incapaz de retirar da vida pública “esses elementos envolvidos em ilícitos”, os militares se encarregarão da tarefa”, ele disse.

Espera-se uma nova punição para Mourão. Se não vier, estará aberta a porteira à passagem outra vez da anarquia militar. Isso não será bom para o país, muito menos para os militares.

Fonte: O Globo

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17 de set. de 2017

General Mourão é alvo de criticas no próprio exercito apos sugerir intervenção militar no Brasil

17 de novembro de 2017 - 21:10:03


O general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão afirmou na última sexta-feira que é possível uma intervenção militar no Brasil, caso a crise política que o país atravessa não seja solucionada pelas próprias instituições.



As afirmações de Mourão foram feitas em uma palestra realizada na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, horas após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar o presidente Michel Temer (PMDB) pela segunda vez, por obstrução de Justiça e organização criminosa.

"Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso", disse Mourão. "Desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade".

O general destacou que a necessidade de "impor uma solução" poderia trazer "problemas", mas que os militares possuem "compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não". "O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá", destacou.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a fala de Mourão causou desconforto em oficiais-generais do Exército.

Ouvido pela publicação, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, voltou a dizer que "não há qualquer possibilidade" de intervenção militar. "Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes", avaliou.

Ele ainda revelou que teve uma conversa com Mourão e que o problema já estaria "superado". O próprio general, diante da repercussão, negou que estivesse "pregando intervenção militar", dizendo que a interpretação das suas palavras "é livre", já que falava em seu nome, e não no do Exército.

Em 2015, Mourão se envolveu em outra polêmica. Ele perdeu o posto do Comando Militar Sul depois de atacar a então presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que o impeachment dela não traria mudança significativa e que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

Desde então, Mourão responde como secretário de economia e finanças do Exército.

Fonte: Sputnik Brasil

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