7 de dez. de 2016

Síria: Seis potências ocidentais pedem "cessar-fogo imediato" em Alepo

07 de dezembro de 2016 - 20:21:01


Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido exortam a Rússia e o Irão a “utilizarem a sua influência” sobre a Síria para o conseguir


Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido pediram hoje um “cessar-fogo imediato” face à “catástrofe humanitária” em Alepo e exortaram a Rússia e o Irão a “utilizarem a sua influência” sobre a Síria para o conseguir.
"A urgência absoluta é a de um cessar-fogo imediato para permitir às Nações Unidas entregar ajuda humanitária às populações do leste de Alepo e socorrer os que fugiram”, lê-se numa declaração comum das seis potências ocidentais divulgada pela presidência francesa.
"Condenamos as ações do regime sírio e dos seus parceiros estrangeiros, em particular a Rússia, por obstruírem a ajuda humanitária, e condenamos com firmeza os ataques do regime sírio que devastaram as instalações civis e médicas, assim como a utilização de barris explosivos e de armas químicas”, acrescentam os dirigentes dos seis países.
As capitais ocidentais apelam igualmente "a todas as partes na Síria para respeitarem o direito internacional humanitário, incluindo as Convenções de Genebra" e pedem às "Nações Unidas para investigarem".

Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido declaram-se "dispostos a avaliar medidas restritivas adicionais contra indivíduos e entidades que atuem pelo regime sírio e em seu nome".

"Só uma solução política pode levar a paz ao povo sírio", concluem.

O regime sírio, apoiado pela força área russa, lançou há três semanas uma ofensiva para recuperar aos rebeldes a zona oriental de Alepo, segunda maior cidade e principal centro económico da Síria antes da guerra.

O leste de Alepo era controlado pelos rebeldes desde 2012 e nele viviam cerca de 250.000 civis antes da ofensiva em curso. Desde então, dezenas de milhares de civis fugiram e cerca de três quartos daquela parte da cidade foram tomados pelas forças do regime de Damasco.

Segundo a declaração comum dos seis países, "200.000 civis, entre os quais numerosas crianças, estão privados de alimentos e de medicamentos" em Alepo, "diariamente submetida a bombardeamentos e a ataques de artilharia pelo regime sírio, apoiado pela Rússia e pelo Irão".

Fonte: RTP Noticias

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15 de nov. de 2016

Primeiros bombardeios da Rússia contra terroristas de Alepo e Idlib na Síria


15 de novembro de 2016 - 21:32:21 

Primeiras imagens do início do bombardeamento maciço da aviação russa contra alvos terroristas da Al-Nusra e a FSA, onde aviões russos foram utilizados no bombardeio.

Os principais foram o Su-24 e mísseis de cruzeiro, apoiados por aviões Su-30 e Su-34 contra ameaças de aviões Americanas que ontem (14), sobrevoaram áreas sensíveis da Síria.

Esta manhã do dia 15 de novembro de 2016, a Rússia lançou os primeiros ataques contra os grupos terroristas na província de Idlib e Aleppo a Oeste e outras áreas onde os grupos terroristas manter grandes quantidades de armas fornecidas pela OTAN vindas do território turco.

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Fonte: Topete GLZ

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9 de out. de 2016

EUA pedem investigação sobre crimes de guerra em Aleppo, na Síria

09 de outubro de 2016 - 08:48:45 

O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou Moscou e Damasco de “aterrorizarem” os civis e de bombardearem deliberadamente hospitais em Aleppo, o que constitui “crimes de guerra”.

Centro dos conflitos armados, a cidade virou sinônimo da guerra. Aleppo fica ao norte da Síria, sendo a maior cidade do país. Por: AFP 
“Na noite de ontem, o governo voltou a atacar um hospital, 20 pessoas morreram e 100 ficaram feridas.
A Rússia e o governo devem mais do que uma explicação ao mundo sobre as razões pelas quais não param de atacar hospitais, infraestruturas médicas, crianças e mulheres”, afirmou Kerry durante uma coletiva de imprensa junto a sua contraparte francesa, Jean-Marc Ayrault.

Após a reunião com Kerry, Ayrault anunciou que irá para a sede das Nações Unidas, em Nova York, a fim de defender um projeto de resolução apresentado pela França para um cessar-fogo em Aleppo.

“Ainda tenho esperança de que a resolução seja votada e que possa ser aplicada”, disse Ayrault.
Avanço lento das tropas sírias

A Rússia, que apoia militarmente a ofensiva do governo de Damasco contra os insurgentes de Aleppo, pediu uma reunião de urgência para escutar o relatório do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que expressou sua preocupação por uma possível destruição total dos bairros rebeldes até o fim do ano.

Apoiado pela aviação russa, o governo de Damasco lançou há duas semanas uma ofensiva de grande potência para recuperar os bairros rebeldes de Aleppo, cidade dividida desde 2012 em setores controlados pelos rebeldes (leste) e forças do governo (oeste), e hoje transformada na crucial frente de uma guerra que atinge a Síria desde 2011.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), as tropas governamentais tomaram nesta sexta-feira uma colina no bairro de Sheij Said, ao sul da cidade, mas, paralelamente, os rebeldes recuperaram áreas que haviam perdido há alguns dias.

De acordo com a televisão do Estado, quatro pessoas morreram por disparos de rojões de grupos insurgentes na parte governamental de Aleppo.

Proposta da ONU

De Mistura sugeriu uma ideia diplomática que Moscou prestou particular atenção: que os combatentes extremistas da Frente Fateh al-Sham (ex-Frente al-Nusra, facção síria da Al-Qaeda) abandonem o leste de Aleppo e que depois a Rússia declare os bombardeios suspensos.

Moscou, que mandou um navio de guerra rumo ao Mediterrâneo para reforçar sua operação militar na Síria, se mostrou disposto a falar com Damasco se os extremistas abandonarem o leste de Aleppo “com todas as suas armas” em direção à cidade de Idleb.

A Câmara Baixa do Parlamento russo aprovou um acordo com Damasco para que as forças aéreas russas estejam colocadas “de forma indefinida” no aeródromo militar de Hmeimem, oeste da Síria, um acerto firmado em agosto de 2015 e revelado recentemente por Moscou.

“Quem comete estes atos devem ser e serão responsabilizados por suas ações”, disse Kerry a jornalistas.

Fonte: Agora RN

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4 de mai. de 2016

EUA e Rússia irão ampliar cessar-fogo a Aleppo na Síria

04 de maio de 2016 - 20:09:13

Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em estender a trégua na Síria para incluir no cessar-fogo a cidade de Aleppo, palco de violentos combates, informou o departamento de Estado americano.



"Desde que isso entrou em vigor a 00H01 de Damasco, vimos uma diminuição da violência nessas áreas", afirmou o porta-voz Mark Toner.
Moscou e Washington já haviam alcançado na semana passada um acordo para o "congelamento" das hostilidades durante 24 horas prorrogado duas vezes em Ghouta Oriental e na província de Latakia, que continua sem registro de novos confrontos.

Intensos combates em Aleppo, no norte da Síria, e bombardeios da aviação do regime contra regiões rebeldes a leste da capital, ilustravam nesta quarta-feira (04) a dificuldade das grandes potências de promover um novo cessar-fogo.

Desde a retomada das hostilidades, em 22 de abril, na segunda maior cidade do país, 284 pessoas, incluindo 57 crianças e 38 mulheres, morreram na violência, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A cidade está dividida desde 2012 e a nova escalada de violência fez 156 vítimas do lado rebelde, quase que exclusivamente em ataques do regime, e 128 vítimas em bombardeios rebeldes contra setores controlados pelo governo.

COMBATES VIOLENTOS

Nesta quarta (4), três civis foram mortos quando um foguete caiu em um bairro controlado pelo governo, segundo a agência de notícias oficial SANA.

Os confrontos diretos foram retomados na terça-feira, quando uma coalizão de grupos rebeldes, "Fatah Halab" ("A conquista de Aleppo") lançou uma ofensiva nos bairros controlados pelo regime.
São "os combates mais violentos em Aleppo em mais de um ano", indicou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os confrontos continuaram durante a noite com tiroteios e ataques aéreos, de acordo com um correspondente da AFP.
"Eu não acredito que os ataques aéreos vão parar, porque a decisão não está nas mãos do presidente Bashar al-­Assad, mas nas de seu aliado russo", declarou Mahmud Sendeh, um militante rebelde de 26 anos.
CESSAR-­FOGO

No dia anterior, a Rússia afirmou que esperava um cessar-fogo "nas próximas horas" em Aleppo.
"Russos e americanos (...) tentaram introduzir um regime de silêncio (cessação das hostilidades) em e entorno de Aleppo", afirmou nesta quarta a repórteres o porta-voz militar russo, Igor Konashenkov, em Hmeimim, uma base aérea onde as forças russas estão estacionadas na província de Latakia (oeste).
Mas "o regime de silêncio foi impedido pela Frente Al­-Nursa", indicou, referindo-se ao ramo sírio da Al­-Qaeda na Síria.
Rússia e Damasco justificaram assim a ofensiva lançada em Aleppo em 22 de abril, que acabou com a trégua estabelecida entre o regime e os rebeldes, mas que excluía grupos jihadistas, tais como o Estado Islâmico e a Frente Al­-Nursa.
"O problema é que todo mundo tem uma visão diferente do cessar-fogo. O regime e os russos consideram que a partir do momento em que há membros da Al­-Nursa, mesmo que apenas 2%, todo o resto é Al­-Nursa também. Esta não é a nossa visão", declarou uma fonte diplomática europeia.
Fonte: Folha UOL

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