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Repercussão da crise politica do Brasil na America do Sul.

19 de março de 2015 - 17:44:35

Com o Brasil afundando cada vez mais em uma crise política que ameaça colocar manifestantes prós e contras a presidente Dilma em uma guerra civil. Países Sul Americanos manifestam preocupação com a situação que tende se agravar nos próximos dias.



Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou mais cedo que a direita brasileira quer dar um golpe na presidente Dilma Rousseff e "castigar" o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não volte à presidência.
"A direita no Brasil quer voltar por meio de um golpe no Congresso e um golpe judicial para castigar o Partido dos Trabalhadores, o partido do companheiro Lula, e para tirar e julgar a companheira Dilma", disse Morales em reunião com mineiros no povoado de Colquiri, no oeste da Bolívia.
O governante acrescentou que a "direita sul-americana e a direita americana" querem "castigar" Lula para que um dirigente sindical nunca mais volte a ser presidente.
"Como já não podem aplicar ditaduras militares, agora usam os instrumentos da democracia ocidental para tirar Dilma do governo e processá-la, e inabilitar Lula para que não volte a ser presidente, um operário como vocês, irmãos mineiros", ressaltou.
Uruguai

o Uruguai anunciou, na noite da última quinta ­feira, que fará uma declaração pedindo que se respeite o mandato da presidente brasileira, de acordo com o chanceler Rodolfo Nin Novoa.
"No Brasil há uma situação complicada, estamos acompanhando, estamos preocupados, temos falado com o presidente Tabaré Vázquez e em sua condição de presidente da Unasul está emitindo uma declaração fazendo um pedido para que se respeite a ordem institucional no Brasil e o mandato da presidente Dilma, que foi eleita no voto popular até 2019."

Equador

O presidente do Equador, Rafael Correa, garantiu nesta sexta-feira que a crise política do Brasil faz parte de um "novo plano Condor" contra os governos progressistas da região.
"Você acha que isso é casualidade? É o novo plano Condor (aplicado na década dos 70 pelas ditaduras militares do Cone Sul para coordenar o extermínio de opositores) contra os governos progressistas", declarou o mandatário em uma entrevista na rede televisão oficial.
"Já não se precisa mais de ditaduras militares, se precisa de juízes submissos, se precisa de uma imprensa corrupta que inclusive se atreva a publicar conversas privadas, o que é absolutamente ilegal", acrescentou.
Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou os povos da América Latina a manifestar solidariedade e apoiar a presidente do Brasil, Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, de acordo com o mandatário, estão sendo vítimas de um “golpe midiático”.
“No transcurso da tarde de hoje me comuniquei com vários presidentes da América Latina e do Caribe muito preocupados pelo golpe de Estado contra Rousseff. Não duvido em classificá-lo dessa forma, há um golpe de estado midiático e judicial contra a presidente”, disse Maduro.
“A Venezuela condena o golpe de Estado anunciado e executado por meios de comunicação e membros do poder judicial. Muito perigoso que se pretenda por esses caminhos para arrebatar o que se conquistou nas ruas durante décadas de luta de resistência”, afirmou Maduro, em declarações nesta última quinta-feira (16/03) realizadas em uma transmissão televisiva.
Para Maduro, a campanha que está ocorrendo no Brasil tem como objetivo fazer “desaparecer e acabar com a liderança legítima, democrática e profundamente popular desses dirigentes históricos”.

O líder venezuelano reiterou a solidariedade com Lula e Dilma: “a Venezuela se soma às vozes dos movimentos sociais revolucionários de nosso continente, denunciando e rechaçando o golpe de Estado de caráter imperialista que, através dos grandes meios de comunicação, pretendem que esses dois grandes líderes desapareçam da vida política.

Ele ressaltou que, na atualidade, os golpes de Estado “são de outra forma”, diferentes dos que eram dados em décadas passadas, e que agora são “midiáticos” e têm como objetivo “destruir o ser humano, o líder”.
“Se algo é preciso defender da presidente Dilma é sua honestidade, seu valor (…) Lula da Silva foi o melhor presidente, reconhecido assim, da história do Brasil e é um dos grandes lideres deste tempo histórico da humanidade”, acrescentou.
Argentina

Na Argentina, a chanceler Susana Malcorra disse que "há um apoio institucional" do governo de Mauricio Macri e pediu que a crise seja enfrentada por meio de "um mecanismo democrático".
Em declaração à rádio local "Belgrano", Malcorra negou que o país tenha dado um apoio "frio" à presidente Dilma.
"Não, não há (um apoio frio), há um apoio institucional. As instituições têm que resolver os problemas através dos canais institucionais. (Dilma) Rousseff foi eleita por um mecanismo democrático e só um mecanismo democrático, institucional, pode mudar isso",
Malcorra reafirmou que a União de Nações Sul­Americanas busca uma posição conjunta em relação à crise brasileira.
"Trabalhamos com nossos colegas da Unasul para fixar uma posição como bloco",
O chefe de Gabinete de Macri, Marcos Peña, foi mais moderado, dizendo que a Argentina não interferirá na crise brasileira.
"Olhamos com preocupação o que está acontecendo no Brasil. O Brasil é um parceiro estratégico, olhamos com interesse o que está acontecendo, mas com respeito porque é um processo que eles que têm que definir",
Chile

Em Santiago, a chancelaria chilena informou que não formulará declaração sobre a crise política no Brasil e que não se envolve nos problemas internos de terceiros países.

Fontes: AFP / G1 / Terra.
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