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Arabia Saudita pode invadir a Síria já na próxima semana, provocandoguerra com a Rússia

10 de fevereiro de 2016 - 04:59:03

A divisão árabe da CNN em Dubai, informou na terça feira (9) que a Arábia Saudita está planejando invadir a Síria nas próximas semanas e já mobilizou 150.000 mil soldados, mas o Reino pensa em elevar esse número para 300 mil. 



Duas fontes citadas pela CNN disseram que o exército saudita e seus parceiros, estão se preparando em um grande esforço para acabar com a guerra na Síria.

A coalizão liderada pela à Arábia Saudita que pretende pôr fim à guerra na Síria, é formada por Egipto, Sudão, Jordânia, Marrocos, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar e Turquia. Malásia, Indonésia e Brunei também participam dessa coalização, mas não se envolvem diretamente. 
A invasão está prevista para o início de março e será liderado por sauditas e turcos.

De acordo com fontes locais, a grande invasão terá origem na Turquia com as tropas avançando para o leste, seguindo por toda a Síria até o Iraque.

 Na semana passada, em uma reunião no Pentágono, o chefe da Defesa dos Estados Unidos Ash Carter, disse que o país gostou de receber a oferta da Arábia Saudita para participar de operações terrestres na Síria.
"Esse tipo de notícia é muito bem-vindo", disse ele a repórteres. 
Carter se reunirá em Bruxelas esta semana com líderes sauditas, onde irão discutir e confirmar os detalhes da iminente invasão. 

Na semana passada, o chefe da Divisão Arabe, Brig. Asiri, o general Ahmad, disse aos Estados Unidos que seu país está disposto a enviar tropas para a Síria. Na sexta-feira, as autoridades sauditas anunciaram a formação da coalizão sunita e disse que exercícios militares serão realizados em preparação para uma invasão. 

O Major General iraniano, Ali Jafari, fez pouco caso do plano saudita.
"Eles dizem que irão enviar tropas (a Síria), mas não se atreveriam a fazê-lo"
E complementou dizendo a repórteres da agencia de notícias iraniana Fars em Teerã.
"Eles têm um exército clássico e a história nos diz que esses exércitos não têm chance na luta contra a resistência e forças irregulares." 
Especialistas no Oriente Médio, acreditam que a perigosa jogada da Arábia Saudita, não é sobre derrotar o Estado islâmico, mas um confronto direto com o Irã. O serviço de segurança e a inteligência iraniana, estão aconselhando e ajudando o líder sírio Bashar al-Assad em sua luta contra os rebeldes. 

Além disso, o Irã enviou o corpo da Guarda Revolucionária Força Quds islâmica para ajudar na luta em terra.

Na Síria e no Líbano, o Hezbollah assumiu um papel de combate direto. As Brigadas xiitas iraquianas também estão envolvidas na luta.

Para Stephen Kinzer, membro sênior do Instituto Watson para Assuntos internacionais e públicos da Universidade de Brown, a Arábia Saudita tem objetivos que vão além do Estado Islamico.
"Os objetivos estratégicos da Arábia Saudita na Síria são muito diferentes dos iranianos e qualquer nova introdução de tropas estrangeiras em solo Sírio, complicará enormemente os esforços para se concentrar no ISIS como ameaça".
Stephen Kinzer completou dizendo a revista, US News & World Report. 
"Os sauditas sabem exatamente o seu objetivo. Eles querem derrubar Assad e trazer o Irã para a guerra na Síria”. 
Na semana passada, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, adiou as negociações de paz na Síria com a mediação da organização internacionalista. O Departamento de Estado acusou a Rússia "em parte" pelo fracasso das negociações.

- Rússia -

Em meio a iminência de uma invasão Árabe-Turca a Síria, a Rússia colocou suas tropas em Alerta no sul do país.

Milhares de tropas da Rússia foram enviadas para treinamento no sudoeste do país com o objetivo de testar sua capacidade de entrar em ação de imediato, em um momento de contínua tensão com o Ocidente. 

Segundo informou o vice-ministro de Defesa da Rússia, Anatoly Antonov, por meio de comunicado, cerca de 8,5 mil tropas, 900 armas terrestres, 200 aviões e 50 navios estão envolvidos no treinamento.

O ministro de Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou que as unidades militares foram colocadas em estado de alerta na segunda-feira, marcando o início do treinamento de soldados do distrito militar do Sul da Rússia.

Alguns analistas acreditam que as forças russas estão se preparando para uma reposta rápida contra a possível invasão Turca e Saudita na Síria, colocando os dóis países em guerra direta com a Russia e com o Irã.

- EUA -

Os EUA, através do secretário de Estado americano John Kerry, pediu novamente à Rússia, um "cessar-fogo imediato" na Síria, a dois dias de uma conferência internacional para estudar saídas para a guerra naquele país.
"Pedimos à Rússia, e continuamos pedindo, para se unir a este esforço com um cessar-fogo imediato e (permitindo) um acesso humanitário completo", declarou o chefe da diplomacia americana à imprensa, ao receber no Departamento de Estado o ministro egípcio das Relações Exteriores, Same Chukri. 
"O que a Rússia está fazendo em Aleppo (a segunda cidade síria) e nas regiões próximas torna as coisas mais difíceis para poder se sentar à mesa e ter uma conversa séria", advertiu Kerry, em referência aos bombardeios russos da última semana em apoio à ofensiva das forças do governo de Bashar Al-Assad.
Desde a quarta-feira passada, Kerry vem pedindo quase diariamente o fim dos bombardeios russos, os quais - garante o secretário - matam "várias mulheres e crianças".

Segundo o ex-assessor político sobre o Oriente Médio há mais de duas décadas, Aaron David Miller, prevê que uma intervenção árabe-liderado em grande escala pelos sauditas, poderia gerar uma grande tragédia.

Fontes: CNN Arabe / Associated Press.
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