Caças da Venezuela invadem fronteira com o Brasil
09 de outubro de 2016 - 08:38:12
Caça Russo Sukhoi SU- 30 da Venezuela, invadiram o espaço aéreo segundo fontes locais.
Reportagem do jornal Folha de Boa Vista informa que a Força Aérea do Brasileira (FAB) enviou nesta semana dois cargueiros C-130 Hércules (avião que transporta tanques de guerra e tropas) e mais dois caças A-1 AMX decolados a partir da Base Aérea de Anápolis para Roraima após caças da Venezuela sobrevoarem a fronteira com o Brasil.
O país vizinho está com as relações estremecidas com o Brasil desde o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.
As relações bilaterais pioraram após o julgamento do impeachment e a obstinação do Itamaraty em articular uma triple resistência no Mercosul entre Brasil, Argentina e Paraguai para impedir que a Venezuela presida o bloco.
A Folha de Boa Vista menciona ainda que a “Força Aérea da Venezuela usa o caça russo Sukhoi SU- 30, um dos mais potentes do mundo, rival do norte-americano F-22. A Força Aérea Brasileira tem apenas dois caças F-5, com alcance menor que os aposentados Mirage”.
Responsável pelo comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva Lobo D’almada, o general Algacir Antônio Polsin descartou qualquer tipo de incidente na região, porém, disse que o Exército brasileiro atua 24h por dia com “braço forte” para defender o território nacional.
Consultada, a FAB não confirmou se os caças venezuelanos chegaram a invadir o espaço aéreo brasileiro e se limitou a dizer que as aeronaves foram deslocadas para treinamentos.
Durante o incidente, o site da FAB ficou fora do ar por algum tempo. A Aeronáutica costuma usar esse site para avisar a imprensa de seus exercícios.
Após o relato da ocorrência, Venezuela pediu desculpas informais ao Brasil e classificou de incidente involuntário.
Especialistas em aviação de guerra afirmam que, comparado com os caças venezuelanos, a frota brasileira é obsoleta.
Os AMX são para apoio operacional. O Brasil está desguarnecido de poder militar aéreo, em parte. os Mirage foram ‘aposentados’, e os atuais F-5 da frota têm pouco poder de fogo e alcance.
Fontes: UOL / Coluna da Esplanada / Portal 6


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