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Pentágono estuda uma Guerra Nuclear entre Japão e China.

07 de outubro de 2016 - 15:33:11 

O Japão poderia rapidamente construir um arsenal estratégico de mísseis baseados em terra e lançadores via submarinos, capazes de matar até 30 milhões de chineses em uma guerra nuclear, afirma um estudo patrocinado pelo Pentágono.




Um relatório produzido para o Office of Net Assessment do Pentágono, revela que o governo do Japão pode armar-se com armas nucleares dentro de um período de 10 anos, através de base em avançadas infraestruturas de energia nuclear em Tóquio, assim como em seus atuais lançadores espaciais, mísseis de cruzeiro e submarinos. 

A estimativa de baixas no relatório, indica que Tóquio não seria páreo em uma guerra nuclear contra a China.

De acordo com o relatório, o Japão poderia sofrer com a morte de mais ou menos, 34 milhões de pessoas em um eventual ataque chinês, cerca de 27% da população. 

Mas os especialistas nucleares não foram capazes de calcular com precisão as mortes japonesas por causa de um desentendimento entre os analistas, que chegaram a cogitar, que as grandes explosões contra cidades, criariam enormes tempestades de fogo e que provavelmente elevaria o número de mortes para o dobro. 

Os especialistas usaram um slide de instrução específica no relatório, e de qualquer maneira, o Japão enfrentaria a extinção caso seja atacado por armas nucleares chinesas. 

A divulgação do relatório ocorre em meio a crescentes tensões entre Tóquio e Pequim sobre disputas marítimas que envolvem ilhas Senkaku no Japão, que se encontram no Mar da China Oriental.

China reivindica as ilhas como seu próprio território. Forças militares japoneses e chineses estiveram envolvidas em um jogo de gato-e-rato referente as atividades navais e aéreas perto das ilhas nos últimos anos. 


O estudo é um claro sinal de preocupações dentro do governo dos EUA em que as políticas anti-nucleares do governo Obama têm aumentado o perigo da proliferação de armas nucleares, como aliados americanos não nucleares consideram o desenvolvimento de seus próprios arsenais nucleares. 

O Japão vem construindo pequenas forças militares nos últimos anos e tem reinterpretado partes da constituição oficialmente pacifista para permitir uma ampla gama de atividades militares.

O Primeiro Ministro japonês Shinzo Abe se reuniu com o ex-líder cubano Fidel Castro em Havana na quinta-feira (06), onde concordaram em buscar um mundo livre de armas nucleares. 

Em abril, funcionários do governo Abe disse ao Parlamento que a constituição japonesa não proíbe possuir armas nucleares. 

Os Estados Unidos atualmente usa seus mísseis nucleares, submarinos e bombardeiros de dissuasão estendida para fornecer segurança ao Japão e Coreia do Sul, mas de acordo com analistas, as forças nucleares estão envelhecendo e precisam de modernização.

Por outro lado, a Rússia e a China estão modernizando suas forças nucleares de forma agressiva, além desses dois países, a Coréia do Norte também está construindo um forte complexo nuclear e sistemas de mísseis de longo alcance capaz de atingir os EUA com armas nucleares.


Ainda no campo atômico, o acordo nuclear do governo Obama com o Irã, proporciona Teerã desenvolver armas nucleares em até 10 anos. 

De acordo com o relatório ONA, o interesse do Pentágono em opções nucleares do Japão, assumiu urgência porque temores japoneses de que as atuais garantias de segurança nuclear dos EUA contra ataques nucleares chineses e norte-coreanos, estão enfraquecendo e poderia ser insuficiente no futuro para dissuadir Pequim ou Pyongyang de declarar uma guerra atômica contra o Japão. 

Segundo o relatório, fatores que poderiam conduzir o Japão para nuclearização do seu sistema militar, incluem uma grande mudança na política de dissuasão dos Estados Unidos para a construção de armas nucleares por parte da Coreia do Sul, um teste nuclear iraniano, ou o uso de armas nucleares por parte da Rússia ou China. 

Os resultados do relatório fazem parte de uma oficina batizada de, "operações nucleares e implicações", realizada em Washington em 10 de Junho, que incluiu defesas norte-americana e autoridades nucleares a avaliar como o Japão poderia implantar e usar mísseis nucleares construídos a partir de lançadores espaciais atuais e submarinos. 

O relatório nuclear do Japão, enquanto não classificada, parece fornecer uma avaliação de peritos sobre como o Japão poderia desenvolver melhor as forças nucleares, tendo em conta a experiência da Segunda Guerra Mundial, referente ao bombardeio convencional e dois ataques nucleares a nação do Pacífico. 

Como resultado dessa experiência, o relatório constatou que as forças navais japonesas provavelmente escolheriam uma força nuclear construído em torno da base nuclear com mísseis disparo através de submarinos e com um componente terrestre de mísseis. 

O atual lançador espacial do Japão, a Epsilon, é semelhante ao sistemas de lançamento de misseis nucelar dos EUA, MX. Sistema esse que foi desmantelado em 2005. 

Um míssil nuclear japonesa pode não precisar de múltiplas ogivas, mas Tokyo poderia desenvolver a capacidade que a China continua a perseguir, que no caso é o desenvolvimento de defesas antimísseis. 

Em relação ogivas, o Japão poderia construir uma ogiva semelhante a ogiva W-47 dos EUA de 1,2 megaton. 

Os participantes da conferência sobre as forças nucleares do Japão foram informados de que os japoneses provavelmente adotariam uma "dissuasão de punição" a ataques nucleares de proporcionais riscos, caso seja atacado. 

O relatório discutiu na conferência, as estimativas de baixas em caso de uma guerra nuclear entre China e Japão.


Simulação


Em uma guerra nuclear contra o Japão, Pequim provavelmente atingiria entre 20 a 30 cidades japonesas com 3 armas nucelares com poderes equivalente a 3 milhões de toneladas de TNT e mataria cerca 23 milhões a 33 milhões de pessoas. 

Já o Japão poderia lançar mísseis balísticos nucleares de cruzeiro em vários cenários de retaliação, incluindo bombas de 150 kilotons a 45 cidades chinesas, matando cerca de 20 milhões de chineses, ou usando armas ainda mais potentes com 1,2 megaton em 60 cidades, matando cerca de 96 milhões a 128 milhões de pessoas. 

Para a Coreia do Norte, um ataque em 10 cidades japonesas com ogivas de 10 kilotons, matando cerca de 1 milhão de pessoas. Esse ataque faria o Japão responde com armas de 1,2 megatons sobre Pyongyang, matando um número estimado de 1,1 milhões de norte-coreanos. 

Os funcionários avaliam que o Japão poderia facilmente desenvolver mísseis de cruzeiro de ataque a terra com um alcance de 1.500 milhas.

O Japão planeja ter 22 submarinos em suas forças navais que poderiam manter até 100 mísseis de cruzeiro nucleares na estação. 

Uma segunda opção seria o Japão desenvolver mísseis de médio alcance com alcance de 2.000 milhas que poderia ser capazes de atingir todas as grandes cidades chinesas a partir de territórios japonês. 

A autoridades espaciais japonesas, indicaram que o atual sistema de lançamento espacial do Japão, pode disparar misseis através de lançadores móveis, indicando que os sistemas poderiam ser convertidos de lançamento de satélites para ogivas de transporte.

Japão e China viram as tensões entre os dois países crescerem bastante nos últimos anos, tensão essa que pode desencadear uma guerra direta.

Fonte: Washington Free Ceacon
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