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Crise: Brasil pode sofrer sanções em caso de impeachment

16 de abril de 2016 - 16:46:08

A crise brasileira já começa a se espalhar para instituições internacionais, e Brasil poderá sofrer sanções políticas caso se confirme a deposição da presidente Dilma Rousseff.



Na tentativa de reunir forças para sobreviver ao processo de impeachment, Dilma se reuniu na tarde desta sexta-feira com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luís Almagro, e também com juristas da entidade e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Do grupo, ouviu que, caso o Congresso afaste Dilma, poderão ser acionadas as "cláusulas democráticas" que constam nos estatutos da OEA e Unasul. 

Como consideram o impeachment sem fundamento jurídico, avaliam enquadrá-lo como uma ruptura institucional. Podem decorrer do fato sanções como suspensão da filiação do Brasil às entidades.

Quando o presidente do Paraguai, Fernando Lugo foi deposto em processo de impeachment, o Paraguai chegou a sofrer sanções do Mercosul.

Para os representes da UNASUL, o Brasil está passando por uma situação de golpe e que os direitos institucionais estão sendo desrespeitados.

Em contrapartida, o senador Aloysio Nunes (PSDB­SP) viaja a Washington nesta semana para fazer uma contraofensiva de relações públicas com a finalidade de dizer a legisladores e autoridades dos EUA que o impeachment da presidente Dilma Roussef "não é golpe".

Na quinta-feira (14), o vice-presidente Michel Temer ligou para Aloysio, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e manifestou indignação com as recentes declarações de Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), e Ernesto Samper, Secretário Geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Os dois criticaram o processo de impeachment contra a presidente Dilma. Nesta sexta (15), após se encontrar com Dilma em Brasília, Almagro divulgou nota dizendo que a OEA chegou à conclusão que o impeachment, se levado a cabo, "constitui um ato de flagrante ilegalidade".

Segundo a nota da OEA, não existe uma acusação penal contra a presidente, apenas de má gestão de contas públicas e que esta é "uma acusação de caráter político, que não justifica um processo de destituição". 

Na conversa com Aloysio, Temer disse que está em curso uma campanha que visa a desmoralizar as instituições brasileiras e pediu uma "contraofensiva" de relações públicas no exterior.

Em Washington, o senador tucano vai se encontrar com Thomas Shannon, subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado e ex-embaixador em Brasília, com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Bob Corker, e com empresários americanos em almoço organizado pelo Albright Stonebridge Group, da ex-secretária de Estado Madeleine Albright, muito próxima da presidenciável Hillary Clinton.

A viagem havia sido planejada anteriormente, diz Aloysio.
"Vamos explicar que o Brasil não é uma república de bananas, as instituições funcionam e os direitos são respeitados, ao contrário do que petistas vêm dizendo", disse ele.
Segundo a Folha apurou, Temer e o grupo de pessoas próximas ao vice também estão muito preocupados com os e-mails que foram disparados por alguns diplomatas para embaixadas estrangeiras, afirmando que a oposição estaria tentando dar um golpe de Estado no Brasil.
"Isso contamina a imagem do Brasil no exterior", diz um interlocutor do vice.
Aloysio tinha uma reunião com Almagro em Washington, mas cancelou o encontro depois de declarações do uruguaio, ao jornal "El País", Almagro declarou que Dilma não responde por nenhum ato ilegal que justifique o impeachment.
"Dilma Rousseff não é acusada de nada, não responde por nenhum ato ilegal. É algo que verdadeiramente nos preocupa, sobretudo porque vemos que entre os que podem acionar o processo de impeachment existem congressistas acusados e culpados."
Aloysio enviou uma carta ao secretário-geral da OEA dizendo que o uruguaio tem completo "desconhecimento sobre a situação política brasileira" e sua vinda às vésperas da votação do impeachment da presidente, é um "gesto oportunista".

Clima de Guerra Civil

Diante da preocupação que ronda sobre uma possível guerra civil no país, o deputado federal Wladimir Costa, do Solidariedade do Pará, o Wlad, denunciou uma grande movimentação do Exército Brasileiro segundo ele, a movimentação põe em dúvida a intenção do exército, que poderia ser uma demonstração de força ou a preparação do Estado de Defesa em todo território Nacional.



Em declaração, o general Villas Bôas disse que o Exército Brasileiro está preparado para dar segurança ao País caso seja necessário, após possível impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A declaração foi dada na noite desta sexta-feira (15) em Manaus, durante cerimônia de passagem do novo comandante Militar da Amazônia (CMA).
“Estamos preparados, mas antes existe toda uma ritualística a ser seguida, que envolve a segurança pública de todos os estados. Temos a expectativa de até chegarmos a esse desenlaço as coisas andarão tranquilamente”, Declarou o general
E complementou.
“Podemos ser empregados por iniciativa do presidente, do Poder Judiciário ou do Legislativo”,
Para o general Villas Bôas, o Exército Brasileiro está empenhado em contribuir para a manutenção da estabilidade do País. “Entendemos que é uma condição importante para que as instituições funcionem e encontrem os caminhos para superarmos essa crise”, ressaltou o comandante-geral.

Fontes: UOL Noticias / A Critica / Zero Hora
Crise: Brasil pode sofrer sanções em caso de impeachment Reviewed by Conflitos Guerras on 13:47:00 Rating: 5
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