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Trump propõe aumento 'histórico' nos gastos militares dos EUA

28 de fevereiro de 2017 - 19:01:02


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta segunda-feira (27) um aumento de US$ US$ 54 bilhões para gastos militares no próximo orçamento federal, o qual também contemplará cortes na ajuda internacional.

"Este orçamento é a expressão da minha promessa de manter os Estados Unidos seguros. Incluirá um aumento histórico nos gastos de defesa", disse o presidente à imprensa, após uma reunião com governadores na Casa Branca.

Um dia antes de seu esperado primeiro discurso no Congresso, Trump antecipou que seu projeto para o próximo orçamento federal se concentrará na "Segurança Nacional" para proteger os americanos.

Uma fonte do governo disse à AFP que o governo pedirá ao Congresso um aumento equivalente a 9% do orçamento militar, o qual será compensando com cortes em outros setores da máquina pública.

"A maioria das agências federais terá uma redução como resultado", disse essa fonte à AFP, pedindo para não ser identificada e sem comentar matérias dos jornais americanos sobre substanciais cortes no Departamento de Estado e na EPA, a Agência de Proteção Ambiental.

Além disso, também acontecerá uma "grande redução na ajuda internacional", completou.

O gasto militar dos Estados Unidos já é o maior do mundo.

O orçamento anual de quase US$ 4 trilhões define as intenções da Presidência. Mas a proposta inicial de Trump, que prometeu limpar o orçamento de gastos supérfluos e redundantes, não inclui planos sobre gastos obrigatórios, ou impostos, que compõem a maior parte das receitas e despesas.

O presidente enfrenta uma dívida federal de US$ 20 trilhões e um déficit de 3,1% do PIB, em alta.

Diante do desafio, suas promessas - como construir um muro na fronteira e acelerar as deportações de imigrantes em situação ilegal - têm um custo calculado em US$ 5,3 trilhões, segundo o apolítico Comitê para um Orçamento Federal Responsável.

Orçamento descomunal ao orçamento americano para defesa aprovado para o ano fiscal em curso - incluindo o Departamento da Defesa, atividades nucleares de defesa e outras correlatas - chega a US$ 615 bilhões.

Esse orçamento é quase o triplo do da China, que tem o segundo maior valor em termos militares, e quase oito vezes superior ao da Rússia, de acordo com o instituto especializado sueco Sipri.

Tradicionalmente, nos EUA, os gastos militares e de defesa correspondem à metade do orçamento federal.

"Conhecerão detalhes amanhã [terça-feira] à noite", disse Trump à imprensa, referindo-se ao discurso no Congresso.

"Será um evento enorme, uma mensagem ao mundo nesses tempos perigosos, sobre a força e a determinação dos Estados Unidos", antecipou o presidente.

Para Trump, os Estados Unidos devem voltar a "ganhar guerras".

"Quando eu era jovem, todo o mundo dizia que os Estados Unidos nunca perderam uma guerra. Lembram disso? Agora, não ganhamos mais nenhuma ", afirmou.

As declarações de Trump provocaram reações imediatas por todos os lados.

Reação imediataO líder do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o orçamento militar antecipado por Trump é "moralmente indefensável".

"Esse orçamento moralmente indefensável do presidente Trump vai enviar mais e mais dinheiro para o Pentágono em prejuízo dos mais pobres e do planeta. É uma péssima ideia", comentou o legislador.

Segundo ele, esse aumento nos gastos militares forçará cortes em programas "que beneficiam a classe média, protegem os consumidores e asseguram a qualidade do ar e da água", completou.

Já o senador Chris Coons insistiu na necessidade de manter recursos para a diplomacia e para o desenvolvimento e lembrou da frase pronunciada em 2013 pelo general James Mattis, atual secretário da Defesa de Trump: "Se não se financiar o Departamento de Estado, teremos de comprar mais munições".

Notório crítico de Trump, o senador republicano John McCain manteve seu tom por considerar que o aumento foi menor do que o sugerido inicialmente.

"Podemos fazer melhor", comentou.

No Departamento de Estado, o porta-voz interino, Mark Toner, divulgou um breve comunicado, afirmando que a pasta "está comprometida com uma política externa que melhore a segurança e a prosperidade dos americanos".

Ainda segundo ele, o Departamento atuará com a Casa Branca para definir "prioridades orçamentárias".

O diretor do Escritório de Orçamento da Casa Branca, Rick Mulvaney, considerou a ideia coerente com as propostas de campanha de Trump.

"Estamos pegando suas palavras e transformando-as em políticas e números", afirmou.

No início de fevereiro, em audiências no Congresso, membros da cadeia de comando militar afirmaram que as Forças Armadas se encontram claramente enfraquecidas, depois de anos de cortes orçamentários e de mais de duas décadas de participação em conflitos.

O agora ex-presidente Barack Obama aplicou reduções no orçamento de defesa depois do fim das operações americanas em larga escala no Iraque e no Afeganistão.

Fonte: AFP / Ultimos Acontecimentos
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