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Irã diz que Rússia não os protegem e exige proteção a Síria

27 de janeiro de 2019 - 22:23:29


Na quinta-feira (24), o chefe do comitê de segurança nacional e política externa do Parlamento iraniano, Heshmatollah Falahat-Pisheh, expressou sua raiva a Rússia por eles não usarem o seu avançado sistema antiaéreo de defesa S-300 para proteger os ativos militares iranianos na Síria devastados pelos ataques aéreos israelenses no início da semana.

"Os israelenses afirmam que suas ações são contra o Irã, enquanto na verdade, eles estão atacando as instalações de infra-estrutura, segurança e defesa da Síria e a Rússia não os defende", disse Falahat-Pisheh à mídia iraniana. 
Ele prosseguiu dizendo que a Rússia era responsável por não ativar contra-medidas aos aviões de guerra israelenses enquanto voavam sobre o Líbano.
"Há uma séria crítica à Rússia por desativar seus mísseis de defesa aérea S-300 quando o 'inimigo sionista' atacar o Líbano", disse ele mencionando uma reportagem publicada no site do Debka File, site esse de inteligência militar israelense que escreve em inglês.
Falahat-Pisheh passou acusar a Rússia de cooperar com Israel.
"Se a defesa aérea russa funcionasse corretamente, Israel não seria capaz de lançar facilmente ataques contra a Síria. Parece haver alguma forma de coordenação entre os taques do regime sionista e o sistema de defesa aérea da Rússia na Síria." disse Falahat-Pisheh.
O Debka informou que o treinamento russo de militares sírios nos sistemas anti-aéreos S-300, será concluído em março. Os operadores sírios estarão sob o comando direto de oficiais russos. 

A estrategia russa, em teoria, é impedir a força aérea israelense de atacá os S-300 evitando o que dizem "provocar a ira do governo russo". 

Os sírios que controlarão o sistema S-300, também trarão o Hezbollah no Líbano sob a proteção oferecida pelo avançado sistema russo e seu poderoso radar.

A frustração iraniana vem após um ataque israelense a qual vários misseis foram lançados no domingo e na segunda-feira, incluindo um realizado em plena luz do dia que atingiu cerca de dez alvos, incluindo armazéns de armas no Aeroporto Internacional de Damasco e em outros locais, sendo um complexo de inteligência iraniana e um Campo de treinamento iraniano. Os ataques israelenses também visaram várias baterias de mísseis terra-ar sírios.

Logo após os ataques aéreos, os sistemas anti-mísseis da IDF, os Iron Dome, derrubaram um projétil disparado contra Israel da Síria. O rastro do foguete foi observado por civis israelenses esquiando nas encostas do Monte Hermon. A IDF culpou as forças iranianas do Al Quds pelo míssil disparado contra Israel.

Na quarta-feira, a Rússia disse a Israel para parar os ataques aéreos "arbitrários".
"A prática de ataques arbitrárias ao território de um Estado soberano, neste caso, estamos falando da Síria, deve ser descartada. Nunca devemos permitir que a Síria, que sofreu anos de conflito armado, seja transformada em uma arena onde as pontuações geopolíticas sejam resolvidas". disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. 
Isso parece estar em contradição direta com uma declaração feita pelo vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, na sexta-feira, quando negou que a Rússia fosse aliada do Irã na Síria. Ryabkov assegurou ao governo israelense que sua segurança era uma das "prioridades principais" de seu governo.
"Não subestimamos a importância de medidas que garantam uma segurança muito forte do Estado de Israel. Os israelenses sabem disso, os EUA sabem disso, todos os outros, inclusive os iranianos, os turcos, o governo de Damasco [saiba disso]. Esta é uma das principais prioridades da Rússia.” disse Ryabkov à CNN em uma entrevista. 
Ryabkov explicou que a cooperação russa com a Síria, o que ele descreveu como "trabalhando em conjunto" foi uma questão de conveniência operacional.
“Os iranianos foram muito prestativos quando convocamos o Congresso Nacional do povo da Síria em Sochi, mas não vemos, em nenhum momento, completamente de acordo com o que acontece”, disse Ryabkov.
O ex-oficial do Pentágono, Michael Rubin, explicou as declarações aparentemente contraditórias dos oficiais russos ao JNS. Rubin disse que 
"a Rússia e Israel conhecem bem as linhas vermelhas um do outro, e Putin e Netanyahu têm uma relação de trabalho muito boa, mesmo que eles não estejam de acordo."
E complementou...
“Neste caso”, disse ele, “suspeito que haja uma diferença entre o que a Rússia deve dizer publicamente para acalmar o Irã e a Síria, e o que eles provavelmente estão dizendo aos iranianos em particular.

Publicamente, é fácil mastigar Israel; todo mundo faz, mas particularmente, os russos provavelmente estão dizendo aos iranianos que Moscou não pode protegê-los se eles continuarem a provocar Israel ou reforçar os armamentos já robustos do Hezbollah ”.
Realmente muitos analistas dizem que a participação da Rússia na defesa da Síria contra misseis lançados por Israel, são quase que nulo.

Fonte: Mídias Israelense 
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